De o exemplo visite você pai um urologista regularmente e leve seu filho ou vice-versa!!

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SBU lança campanha: como está a saúde do seu pai?
17/08/2012
Objetivo é conscientizar os filhos a estimular os homens a visitarem um médico regularmente para prevenção de diversas doenças urológicas
Como vai a saúde do seu pai? É com esta pergunta que a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) inicia uma campanha na internet e nas redes sociais, na semana do Dia dos Pais, de conscientização da importância do homem visitar um médico ao longo de todas as fases da vida e não apenas quando sentir-se mal. Em recente pesquisa elaborada com o apoio da entidade com 5 mil homens acima de 40 anos de nove capitais brasileiras, constatou-se que 38% dos homens não costumam ir ao médico com frequência e 64% nunca fizeram um exame para medir os níveis de testosterona.
Diversas doenças urológicas podem acometer o homem ao longo de sua vida: na infância, problemas como fimose ou testículo retido (criptorquidia); na adolescência, varicocele ou doenças sexualmente transmissíveis (DST’s); e na vida adulta a disfunção erétil ou a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), entre outras. “Assim como as mulheres, o homem deve ter o costume de ir ao médico frequentemente para exames de rotina, principalmente após os 40 anos, quando deve ir anualmente”, afirma o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi.
De acordo com ele, a DAEM, por exemplo, pode gerar queda na produtividade no trabalho, perda de massa muscular, perda da libido, entre outros problemas. O médico ressalta ainda o perigo em se tomar medicamentos para disfunção erétil sem consultar um médico antes. “O homem se automedica e isso é um risco. Quem administra medicamentos para diabetes, coração ou pressão não deve usar medicamentos para disfunção erétil sem acompanhamento médico”, aponta.
Entre as doenças específicas do homem, a pior é o câncer de próstata, o qual representa mais de 40% dos tumores que atingem os homens acima de 50 anos. “O câncer de próstata é uma doença que não apresenta sintomas nos estágios iniciais, quando seu índice de cura beira os 90% dos casos. Para o diagnóstico precoce, o exame de toque é imprescindível, já que de 10 a 20% dos casos não são apontados pelo exame de PSA no sangue”, explica Nardi.
O objetivo da campanha da SBU é orientar os filhos a cobrarem de seus pais um cuidado maior com sua saúde. “Se o homem quer cuidar bem da sua família, ele tem que primeiro cuidar bem de si mesmo e consultar um médico para prevenir doenças é fundamental”, diz Nardi.
Saiba mais sobre as doenças urológicas:
Criptorquidismo: é a ausência do testículo na bolsa escrotal. Pode ser uni ou bilateral, ou seja, ocorrer em um escroto ou em ambos. Na maioria das vezes, o testículo fica retido na região inguinal ou abdominal, mas pode ocorrer a agenesia (ter nascido sem testículo). O tratamento pode ser realizado com medicamentos, que em geral são pouco eficazes. Assim, caso o tratamento medicamentoso não resolver o problema, a cirurgia é necessária, devendo ser realizada ao redor de um ano de idade da criança. Os testículos que permanecem fora do escroto após dois anos já apresentam lesões irreversíveis, que podem levar à infertilidade (impossibilidade de ter filhos).
Fimose: é a impossibilidade de retrair a pele do pênis (prepúcio) para expor a glande (cabeça). Deve-se diferenciar a fimose das aderências normais do prepúcio, que acometem todos os meninos. Nesses casos, até os 3 anos idade ocorre retração espontânea. O tratamento é feito com cremes ou pomadas e se não resolverem, a cirurgia é utilizada. Deve-seevitar as “massagens” forçadas. Com 3 anos, 90% dos meninos conseguem retrair o prepúcio e expor a glande. Aos 17 anos, cerca de 1% dos jovens permanecem com fimose. É uma das causas do câncer de pênis.
Varicocele: é a formação de varizes nas veias da região do escroto, onde estão alojados os testículos. A dilatação dessas veias prejudica o fluxo sanguíneo local, a troca de nutrientes e leva ao acúmulo de substâncias tóxicas e ao aumento de temperatura. Esses fatores podem provocar alterações na quantidade e na qualidade dos espermatozoides. O tratamento da varicocele é cirúrgico. Na cirurgia "fecham-se" as veias do plexo venoso testicular, curando a varicocele.
Doenças Sexualmente Transmissíveis – Talvez esse seja o grande desafio do urologista na atualidade, o combate às DSTs. A diversidade das doenças que compõem esse grupo preenche os consultórios urológicos com situações peculiares relacionados ao descuido e falta de orientação dos jovens. O HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo, a sua falta de sintomas e a promiscuidade associada à cultura masculina de desprezar a prevenção tem se mostrado fator crucial no aumento de seus índices. A AIDS, que inicialmente na década de 80 tinha um comportamento de maior incidência entre os homossexuais, politransfundidos e hemofílicos, desde o início dessa década tem demonstrado uma incidência maior entre os casais heterossexuais, inicialmente os homens e agora as mulheres casadas estão sendo mais acometidas. A uretrite, as doenças fúngicas, doenças hepáticas virais e o herpes também têm sua prevalência mantida entre as DSTs.
Declínio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM): popularmente conhecido como andropausa, é uma redução gradual dos níveis sanguíneos da testosterona que acompanha o envelhecimento e que pode estar associado a uma significante diminuição da qualidade de vida dos homens. A prevalência deste distúrbio varia de 10 a 30% dos homens já na sexta década de vida. Com o aumento da expectativa de vida, o problema tornou-se mais prevalente. Além de observar as alterações descritas acima, o médico solicitará alguns exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de DAEM. O tratamento é feito com a reposição de testosterona, que hoje está disponível em forma de comprimido, injetável e transdérmica (adesivos aplicados à pele). A terapia de reposição hormonal é contraindicada em casos de cânceres de próstata e mama ativos. Outras patologias devem ser observadas pelo urologista antes da prescrição hormonal, e o acompanhamento contínuo do paciente em tratamento é essencial.
Disfunção erétil (DE): popularmente conhecida como impotência sexual, é a dificuldade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para permitir uma atividade sexual adequada, ou seja, que possibilite a penetração vaginal. Não significa DE o fato do homem eventualmente “falha na hora H”, mas sim quando o problema é recorrente. Determinar a origem da DE é fundamental para direcionar o tratamento, portanto não existe uma “receita mágica” para resolver todos os casos: se você sofre do problema precisa procurar um urologista para avaliar o seu quadro especificamente, e assim determinar a melhor forma de tratamento. Há diferentes formas de tratamento para a DE, de acordo com a causa e o perfil do paciente, apresentando resultados animadores. A terapia medicamentosa é a mais utilizada ao lado da psicológica, mas em determinados casos pode-se utilizar também o implante de prótese peniana.

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