Diário de Classe - Mãe de moleque

 
As escolas de hoje, principalmente as de educação infantil falam o tempo todo que criança tem que brincar, criança aprende brincando, sei lá isso tem me feito pensar aprender não é um divertimento ou deveria ser??
Eles falam como se a criança não brincasse, mas o que as escolas acham que as crianças fazem em casa?
Concordo que pode ser que algumas não brinquem, tem o trabalho infantil e até doméstico que algumas fazem.
Mas também tem outro lado da história que quando se pede para uma criança fazer sua cama, tirar um pó dos móveis para que ela tenha disciplina, organização o cuidar do outro que não seja ela, é ruim?
Acredito que tudo em excesso não é bom, a de se ter equilíbrio em tudo principalmente na hora de disciplinar uma criança.
Acompanho na internet uma menina de Florianópolis que fez uma Fan Page chamada Diário de Classe para expor os problemas da sua escola. Gosto muito disso, ver os jovens se mexendo de novo por causas justas e lutando por algo que não seja o próprio umbigo.
Queria fazer também um diário de classe da educação infantil em São Paulo, no depósito de crianças que virou e do desanimo dos profissionais que estão trabalhando com as crianças.
Pais não temos ninguém para falar por eles, onde estão vocês já estão cansados também??
 Muito trabalho dizem os pais, mas lutar por uma boa educação dos seus filhos não deveria estar no topo de tarefas a serem realizadas???
Sempre fui relutante em colocar meu filho na escolinha, esse papo de que criança precisa se socializar sinceramente não me convence. A primeira sociabilização da criança tem que ser com a família, lá vem junto os valores, a criação da autoestima e tudo mais.
Quando meu filho estava com três anos e pouquinho, começou a sentir falta de criança para brincar, então foi quando comecei a prepará-lo para frequentar a escola. Comecei a brincar de escolinha, tinha hora de brincar, atividades e estudo.
A partir daquele momento comecei a olhar escolinha, sem brincadeira fui a umas vinte escolas daqui da minha região.
Achei até quem ensinasse robótica para criança de três anos, claro a troco de uns reais a mais na mensalidade, aula de culinária, aula de inglês e espanhol de brinde tinha uma horta, bichinhos para as crianças terem contato com a natureza???
Isso me pareceu injusto tenho que pagar para que meu filho tenha acesso a tudo isso?
Todos somos contribuintes temos direitos quando pagamos nossos impostos de ter uma escola de qualidade.
 Pagar para brincarem com o meu filho me pareceu algo sem lógica, ainda mais sem trabalhar a alguns anos contando só com pró-labore do marido, resolvi então ir até uma escola pública no fim do quarteirão da minha casa.
Fiquei tão triste com que encontrei que quase desisti, escola suja, escura, sem crianças cantando para ir comer. Eu estudei em escola publica e as coisas antes eram diferente o que aconteceu??
Fiz a inscrição e depois me arrependi, achei que meu filho merecia algo melhor, mas como na prefeitura se faz inscrição em um ano demora outro para chamarem pensei , acho que vai dar tempo de digerir esta situação!
Reforcei os nossos valores com o meu filho, preparei para enfrentar uma situação mais realista da vida o contato com crianças, com deficiências, raças diferentes, credo.  Levei-o na escola mostrei a melhor parte um parquinho lindo cheio de brinquedos, árvores, passarinhos, tanque de areia.
Desde então tomei uma decisão também, iria fazer parte da APM e do Conselho Escolar, assim poderia mudar o que me incomodava. Sonhei com uma escola com um visual mais atrativo, com as coisas funcionando, funcionários mais educados e preparados para lidar com o público, professores mais atuantes e felizes com mais resultados.
Enfim o chamaram, tinha 4 anos e 5 meses quando começou.
 Fui ao primeiro dia de aula sozinha para conhecer a escola e a proposta pedagógica e a minha decepção só aumentava, quando descobri que na sala de aula teria 32 crianças então...
Assim que começou as aulas me inscrevi para APM e para o Conselho, mesmo sem saber como funcionava direito e assim fui colocando o meu “plano Infalível” educacional que tinha planejado com o meu filho.

No dia da primeira reunião, conversei com alguns pais que iriam participar lá fora, expliquei minha vontade de mudar as coisas e todos ficaram animados, dois homens e seis mulheres e só.
Já na sala passaram por alto o que era o papel do conselho e que iriam marcar uma votação na próxima reunião, pois não tinha muitas pessoas e faltavam os professores. Organizamo-nos depressa ligamos para os nossos cônjuges para dar a maioria de pais que participariam.
Na próxima reunião já tínhamos ido com a votação em mente.
Os pais seriam o Presidente e o Vice para termos mais poder de decisão, e conseguimos que ficasse assim.  Então o pessoal da diretoria da escola comentou que seria ótimo, pois era muito trabalho e queriam pais como a gente para cuidar das coisas. (mas sentimos que eles queriam cuidar de tudo para deixar como estava, pois queriam esperar outra reunião para que estivessem todos os professores).
Achei estranho quando o pessoal da diretoria falou que achava melhor só não mudar a tesoureira porque já tinha aberto conta em nome dela e isso geraria custos??( não sabia que se pagava para abrir conta) .Como não estava a par da tramitação que necessitava  e com a falta de apoio dos outros pais , não tive nada a fazer se não aceitar.
Fiquei feliz ia poder por em pratica tudo que tinha desejado para aquela escola, mas ao contrário do que achei não obtive o apoio dos pais, que antes pareciam dispostos a mudar foram se esquivando, não respondiam e-mails que eu mandava com as minhas ideias. Tentei buscar apoio na escola com a pessoa que ficou como primeira secretária, enchia o saco literalmente com as minhas ideias e ela sempre dizendo que não era fácil cada coisa que propunha, ou que já tinham tentado sem sucesso.

Então começaram a marcar as reuniões em horários esquisitos 13 horas às 15 horas o que ficava inviável para o presidente e vice estarem presentes, e o conselho foi perdendo a força.
Mas eu resisti bravamente continuei indo tentando conversar, mas o que a diretoria queria mesmo eram pessoas para assinar documentos. Queriam que assinassem orçamentos do ano passado, sendo que não tínhamos participado de nada sempre pressionando falando que não tinha problema, eu dava um jeito e saia sempre pela tangente e não assinava, mas as outras mães acuadas assinavam.
Continuei insistindo montei um estatuto para o conselho já que não tinha, coloquei lá os deveres e obrigações e onde poderíamos interferir ou não, levei por escrito qual seria nossas propostas minha do vice e mais uma mãe, mas a secretária nem deu bola. Vi que realmente as coisas ficariam ruins.
Coloquei como proposta de alteração da estrutura predial escolar, falei de irmos à secretária da educação e a prefeitura para solicitar uma reforma geral da escola, já que desde a sua inauguração nunca passara até então por nenhuma grande reforma. Havia salas de aula com problemas de infiltração, banheiros inadequados, falta de pintura e de manutenção em gera
Propus também um plano B (sabia que eles iriam falar que já tentaram e isso e aquilo) que caso demorasse a tramitação na prefeitura fizéssemos um plano de ação para manutenção com a ajuda dos pais e da comunidade ao redor, falei que tínhamos que lutar a escola fosse incluída na lei da área de segurança escolar onde a prefeitura era obrigada a refazer as calçadas, o CET teria que refazer as sinalizações de transito, a guarda municipal deveria aumentar a segurança, colocar mais iluminação e etc.
Cobrar uma atuação maior do posto de saúde local, junto à escola e não encaminhar as crianças com algum problema para lá como era de costume e sim ter uma assistência da saúde na escola como o ministro da saúde havia dito em pronunciamento naquela semana sobre esse estreitamento da relação saúde-escola seria feito (problemas urgentes: cuidados para as crianças com piolhos, visita de um dentista, obesidade etc).
Também propus algumas alterações na proposta pedagógica e até uma votação para esta coordenadora ficar ou não, já que eu e outras mães não concordávamos muito com o plano proposto por ela. (Plano pedagógico da coordenadora: escola laica, então não se comemora dia das Mães, dos Pais, São João, não se comemora também datas cívicas e datas comuns que eram comemoradas na escola como o dia da bandeira ou da arvore. Explicação dela para sua proposta  pedagógica: nada seria passado de ensinamento as crianças com data certa, falariam sobre natureza  e as outras datas incluindo as informações diariamente na rotina da criança sem “ comemorações”, então oficialmente na escola teríamos somente três datas festivas carnaval , festa cultural -antiga festa junina e dia das crianças.)
Não achei que conseguiria as coisas para escola do dia para noite. Estava preparada para a burocracia em torno de cada pedido, mas não achei que encontraria oposição nos integrantes da própria escola, enfim aprendi que a maioria das escolas querem conselhos e APM de fachada somente mesmo para aprovação das contas.
Mais uma vez meu "plano infalível” educacional esta indo por água abaixo!





Gosto muito deste texto do professor Marins, sobre o tempo
 
 
 
Tempo
 
 
 Gastamos 70% do nosso tempo no PASSADO e 25% no FUTURO. Há pessoas que só
vivem do PASSADO. O FUTURO não me pertence. Vivemos 25% da vida pensando no FUTURO, ansiosos e com medo do FUTURO.
Passamos apenas 5% da vida vivendo o PRESENTE. Devemos viver o MOMENTO PRESENTE:
Hic et Nunc (termo oriundo do latim que significa Aqui e Agora ou Agora ou Nunca).
- Inteligência
O que é Essencial e o que é Importante?
Essencial é o que devo fazer primeiro. Viver o melhor dia é planejar. Há pessoas
muito ativas, vivem no ativismo, mas não são produtivas. É preciso saber o que é essencial,
importante e acidental. Isso exige disciplina! Organize a semana com apenas uma coisa essencial a ser feita a cada dia.
Ditado: Quem tem dó de angu não cria cachorro. Isto é, se reclamamos muito do que fazemos esperando a compaixão do outro acabamos frustrados. Não podemos esperar que os outros tenham compaixão de nós. Não podemos ter expectativas elevadas do outro.
- O Mapa Certo
Se usamos o mapa (conjunto de crenças e valores) errado é desleal. Jogar as fichas em coisas transitórias... este é o seu mapa?
Ninguém é uma linha reta.
A grande diferença é entre CONVICÇÃO e CONVERSÃO. Você é muito convicto, mas não é
convertido. Conversão necessita entrega.
Na EPB, será que somos convertidos ou convictos? Estamos recrutando mais jovens?
Quem vai assumir o meu lugar? Acho que estamos sendo mais convictos do que convertidos.
"O Homem vai longe depois de estar cansado" (Lebret). Ande o km extra!!!
Não deixe uma ideia fugir. Durma com lápis e papel ao lado da cama.
Inteligente é quem pergunta e não quem responde.
Desenvolva sua autodisciplina em função dos seus objetivos.
Aprenda com os insucessos.
Querer não é poder. Agora, se você não quiser nunca poderá.
Criar um Conselho de Filhos que possam dizer o que é ser pai hoje.
Cuidado com a "pneumonia mental". Livre-se dos corvos.
Viva com entusiasmo e paixão.
Gentileza recobra e revive o casamento porque são fórmulas exteriores que condicionam o interior.
O perigo não é pensar grande e não conseguir. O perigo é pensar pequeno e conseguir. Pense grande! Olhar de águia! Águias não caçam moscas. Pense nisso!

Abraço
Mãe de moleque

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