Adapatação escolar...quanto tempo dura?

Vamos falar sobre algo simples....observar os filhos para saber que a resposta estava ali embaixo do nosso nariz, que o diga nossa colunista Dali a mãe do Pedro né?
 
 
Quanto tempo dura um processo de adaptação?
Pode durar décadas ou até séculos, segundo a biologia. Aqui em casa não dá pra saber, mas está causando um pequeno caos.
Na minha cabeça de Alice, estávamos vivendo o país das maravilhas em relação ao comportamento e rendimento de Pedrinho na escola no turno oposto ao dos anos anteriores. Tudo ótimo #sqn. Minha ficha começou a cair quando recebi da professora a primeira reclamação: “Pedro apresentou comportamento agressivo, desobedeceu a instrução da professora e, quando encaminhado à cadeirinha do pensamento, chutou a cadeira e ameaçou bater na professora”. Como assim, gente???? Pedro é sempre um menino tão calmo... desabei.
 
Nessa mesma semana eu estava escrevendo pro blog sobre círculos de amizades e relacionamentos de afetividade extrafamiliares (pegando a ideia daquele menininho autista americano que convidou os 16 coleguinhas para sua festa de aniversário e nenhum deles compareceu, e tudo o que aconteceu depois) e esse fato da escola me deixou sem chão. Comecei a juntar as duas coisas e pensar maluquices: será que ele tem amiguinhos na escola ou apenas coleguinhas de sala? Será que tantas pessoas novas de uma só vez estão deixando Pedrinho agitado? Estará, Pedrinho, sentindo falta dos coleguinhas do ano passado? Ou, quem sabe, da professora? Minha cabeça fervia.
 
Imagem google
Nesse meio tempo ainda tinha outra coisa acontecendo: desde o início de fevereiro eu decidi testar a eficiência da dieta SG/SC (sem glúten/ sem caseína) em Pedrinho, a fim de ajudá-lo na escola e em sua relação com os colegas. Fui introduzindo alimentos permitidos e, aos poucos, tirando as delícias cheias de glúten que ele tanto gosta. Alguns dias ele comia mais, em outros comia menos, mas parecia não ter muita dificuldade em encarar a nova situação. Quando não comia direito eu compreendia, sabia que era um tantinho de falta de sua comidinha anterior.
Em casa também a vida ainda está com as pernas pro ar: as crianças ainda não têm um horário certinho pra acordar, tomam café na hora que acordam (quem acorda cedo, toma café cedo; quem acorda tarde, toma café tarde), brincam e assistem TV até perto da hora do almoço, fazem as tarefinhas da escola, almoçam, se arrumam pra escola, vão pra escola, voltam da escola com todo o gás do mundo e brincam até as 21:00 ou 22:00.
 
E só agora é que parece óbvio!
 
Adaptação!
 
Todos nós ainda estamos em processo de adaptação ao novo horário de escola das crianças!
O comportamento agressivo de Pedrinho era FOME!!! Quando não almoçava direito, ficava irritado, agitado e agressivo. Resolvi que a dieta ficaria para outro momento. Agora ele voltou a se acalmar e fica tranquilo durante a aula.
 
Eu tenho tentado dar conta, mas é difícil! Minha manhã ficou minúscula! Acordo detonada (por causa do horário de dormir na noite anterior) e vou cuidar da vida: almoço, roupa da escola, manter a casa numa ordem mínima possível pra se viver, cuidar e orientar as crianças, sentar com elas para fazer tarefas e, de repente, 11:30. E eu já morta com farofa! Daí até as 14:00 é uma pequena maratona, entre almoçar e levar as crianças na escola. E quando elas voltam, começa tudo outra vez, como se o dia tivesse acabado de começar.
 
O bom de tudo isso é que eu pude ver que Pedrinho tem amiguinhos, SIM! E desde o ano passado, quando uma mãe disse que sentou com o filho para fazer a lista de convidados para o aniversário do menino e todas as vezes Pedro era o primeiro nome citado. Esse ano, ainda não ouvi nenhum relato dessa natureza, mas vejo que ele está sempre brincando com algum coleguinha pelo pátio. Brincando mesmo, interagindo, trocando de olhares, dando continuidade à brincadeira. Em casa ele também brinca muito com sua irmãzinha, mas eu fiquei receosa de Pedro não ter vínculo com outras crianças.
Imagem Google
 
Eu, enfim, peço desculpas pelo tempo que levei para vir falar com vocês. Agora que eu, pelo menos, sei o que está acontecendo, já fico menos preocupada e fico apenas esperando o tempo das coisas. Aguardando com paciência o desenrolar das coisas, porque o corpo vai se adaptando aos novos horários, aos novos hábitos.
 
E quero dividir com vocês um passo bem grande que Pedrinho está dando por conta própria: letras e palavras têm sido a paixão dele ultimamente. Ele tem um pote cheio de letrinhas e quer brincar com elas o tempo todo. Ele mesmo recolhe as letrinhas do nome dele e põe na ordem certa: P E D R O, diz o nome de cada letrinha e depois o nome todo. Também reúne as vogais na ordem certa e, dia desses, peguei ele escrevendo “BOP” e dizendo: “Bob Esponja Calça Quadrada”.
 
Meu coração de mãe fica louco, fica calmo, fica agitado, fica roxo de amor com essa montanha-russa que é a maternidade recheada de amor autista!
 
Beijos
 

3 comentários:

  1. Mudanças acho que independente da idade não é muito fácil, o novo nos assustas, e para algumas pessoas são mais fáceis e mais rápidas e para outras não, o bom que você conseguiu perceber e está conseguindo lidar e aos poucos vão se adaptando a nova rotina ...

    Bjs Mi Gobbato
    http://espacodasmamaes.blogspot.com.br/

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  2. Essas mudanças sempre agitam as crianças e às vezes a gente leva um tempo pra descobrir o que realmente está afetando o comportamento delas. A minha Sofia passou uma época chegando da escola agitadíssima, tendo chiliques e procurando o que estava acontecendo na escola, até que percebi que era fome. Que ela chagava com muita fome e por isso o mal humor.
    Que bom que você identificou e pode tomar uma ação logo.
    Essas mudanças deixam a gente doidinha mesmo. Mas com o tempo a gente se adapta
    beijos
    Chris
    Inventando com a Mamãe

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  3. Olá Elaine, obrigada por ter ido no meu blog. Beijos e abraços coloridos, Maria Clara ♥☻

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