Hoje é assim...


Oi pessoal!
 
Hj a nossa colunista em Educação traz um tema pra lá de interessante, o eterno dilema em "Se achar" e realmente "Ser"...então degustem com moderação!
Alerta de textão!!!
Não é grande super rápido, mas com grande teor de informação!
Bjs
Nilva Colunista Blog Mãe de Moleque
 
Hoje é assim:
“Eu me acho” e meu pai e minha mãe também
ü  A Super Proteção dos Pais
ü   A dependência dos filhos
ü  A autoestima


O desejo de todo pai, de toda mãe, que prezam o filho, é vê-lo se dar bem na vida – sendo mais feliz, mais proativo, determinado, comunicativo e mais sociável.  Pensando nisso, a família faz o que for possível – ensina/orienta / acompanha cada passo por menor que seja, incentiva, enaltece/aplaude. Mas, se durante a caminhada, percebe que tais caracteres não estão desabrochando no mesmo, começa a se preocupar / a pensar em procurar um profissional que lhe dê uma luz / uma estratégia diferente que a oriente a nortear melhor aquela fase.
 Sem dúvida, é o melhor que os pais fazem. E quanto mais cedo descobrirem, melhor; principalmente, enquanto se pode fazer alguma coisa para modificar o que pode ser alterado.  Nossa missão é grandiosa, mas infelizmente não tem manual – você, pai/mãe, deve fazer/agir/ser “assim e assado”. A maioria dos pais educa da forma que consegue, embora, saiba que para evitar que seus filhos tenham turbulências, em todas as fases da vida, devam priorizar a boa formação, de um modo geral, (primeiro informal – desde o berço, e depois formal - escola e informal, que é para toda a vida).

 A boa criação/os bons exemplos e um bom estilo de vida dos pais são as melhores referências. Muitos pais, ainda, são muito omissos.  Uns por serem muito jovens e outros por trabalharem e ficarem ausentes o dia todo.  Até a década de 1970, os pais tinham outros valores e escolhas, não se preocupavam com esses adjetivos ditos anteriormente, e nem em estimular a autoestima nas crianças, temiam até mimá-las, por achar que, assim, poderiam dar muita confiança/liberdade, e com isso perder a própria autoridade e controle das mesmas.  Educavam da forma que achava mais correta, mas tinha como norte a educação recebida; que hoje, com certeza, muitos também têm, mas não eram tão influenciáveis pelos meios de comunicação. Atualmente, 52% a 76% das crianças têm acesso a televisão sem acompanhamento dos pais­. E, embora, os efeitos positivos desse meio sejam muitos, a meu ver, os negativos são também na mesma proporção, como: formação de opinião, choque cultural, alienação, persuasão, ou a simples informação, cada vez mais precoce, de tudo, com programações apelativas / manipuladoras e sensacionalistas.

Os filhos de outrora eram educados com livros, exemplos dos pais/professores e com a própria vida, trabalho, etc. Eram colocados para trabalharem, ajudarem os pais desde muito cedo; que, segundo o psicólogo Quintino Aires, especialista em comportamento humano, “o trabalho / a ajuda nas tarefas domésticas desenvolve competências que permite-lhes desenvolver áreas do cérebro fundamentais para se estruturarem enquanto adultos mais organizados e trabalhadores”. Hoje, muitos pais não exigem dos filhos, se quer, que organizem suas próprias coisas (brinquedos, materiais escolares, seu quarto) ou que os ajudem nas tarefas domésticas mais simples. 95% dos jovens passam a maior parte do tempo - em média 50% do tempo, 3,5 horas ou mais frente à televisão, internet e redes sociais. Período maior do que qualquer outra atividade do cotidiano, como fazer a lição de casa, ajudar à família, brincar, ficar com os amigos e ler.

 
A Educação brasileira, tanto a informal quanto a formal, mudou muito. Antigamente, era bem autoritária. As famílias e as escolas “falavam a mesma língua”. As instituições escolares davam mais ênfase ao volume de conteúdo, e obrigavam as crianças a se dedicarem mais aos estudos. Não existia liberdade de expressão e nem elogio, que não fosse o mais verdadeiro possível. Os pais e professores tinham autoridade máxima. Se os filhos /alunos cometiam algum erro, eram logo corrigidos e punidos, rigorosamente, sem nenhuma didática. Eram considerados detentores do saber. Cabia aos filhos/alunos obedecerem sem questionar. Hoje, os filhos, desde bem pequenos, “mandam e desmandam”, muitos de forma bem sutil, natural da criança mesmo, mas, se tem só uma televisão em casa, na hora do desenho, o papai e a mamãe os respeitam; é claro, agora é hora do desenho deles, todos concordam.  O papai e a mamãe, quando estão presentes, ficam sem ver o Jornal. Melhor deixar do que ouvir o chororô. Mas com isso vão se achando “donos do pedaço.”

 Todas essas regalias de hoje, que a meu ver, por um lado foram fundamentais para o crescimento / evolução do ser humano, se deu por volta de 1986, com um movimento intitulado Branden, nos Estados Unidos, que tinha a ânsia de mudar esse modelo autoritário, “que mais traumatizava do que educava”, então, resolve reunir pais e escolas para congregar a Educação dois elementos – “o desejo de ver o filho se dar bem na vida e a ideia de que é preciso estimular a autoestima”. Assim, pais e professores, aos poucos, foram se integrando à nova ideologia. Muitos até com medo de parecer repressores, hesitaram em impor limites. Acreditando que “a criança não deveria ser cerceada para que pudesse manifestar todo seu potencial”, assim, como foi o método de Educação – Construtivista, no Brasil, a meu ver. Ainda me lembro. Achando que deveriam deixar as crianças bem mais livres, porque é “o aluno é quem constrói o conhecimento”, por isso, teria que ter mais liberdade de expressão e tal, com isso restringiu muito a posição dos professores e também dos pais, não conseguindo propor o que realmente a teoria propunha de especial em um período a longo prazo.

E, segundo um artigo que li de Camila Guimarães e Luiza Karam, com Isabella Ayube – Revista Época - fizeram uma tremenda confusão tanto o movimento quando o método. “O elogio virou obrigação e fonte de trapalhadas. Para fazer com que as crianças se sintam bem com elas mesmas, muitos pais e professores passaram elogiar seus filhos/alunos até quando não era/é necessário. E o resultado é que eles começaram a acreditar que são bons em tudo e criam uma imagem triunfante e distorcida de si mesmos”. Crianças e jovens só ouviam: ” você é capaz! ” “Que bonitinho!!”Mesmo quando não era verdadeiro. E, assim, “esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho””. .
 

E a conseqüência desse conflito entre uma ideologia e outra foi uma formação “meio que sem rumo”. Sem saber o que é certo e o que é errado. Muitos pais e professores têm dificuldades, até hoje, “em equilibrar limite e afeto, e ensinar a lidar com frustrações sem ferir a autoestima”. Grande parte dos adultos dessa geração sofre por ter dificuldades de lidar com as críticas (sempre ouviram elogios), aprender com seus erros (não diziam que eles erravam), sente constantemente insatisfeita (não deixaram lutar para conseguir as coisas que queriam, a maioria dos pais fazia e faz quase tudo por eles), não tem muito interesse de conquistar nada (elogios gratuitos / ganharam e ganham tudo), e muitos continuaram não tendo autoestima (muito elogio mal aplicado). 

Assim, eles se acham, constantemente, merecedores de proteção e carinho. No entanto, depois que tornam adultos, começa a perceber a diferença entre os demais colegas e amigos, que foram criados menos dependentes, e até dizem para os próprios pais: que eles “deveriam ter deixados se virarem sozinhos”/”vocês protegiam demais”. É como no caso da história da borboleta que o homem cortou o casulo para ajudá-la a sair do mesmo, “e a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário que a borboleta fazia, para passar através da pequena abertura, era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo”. E é a grande verdade, a infância e a adolescência são etapas necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Se não criarem com certa independência, serão adolescentes e adultos imaturos para o resto da vida.
 
Abraços

 

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