A família é a primeira formadora de




 Oi gente,


Faz um tempinho que não apareço por aqui, logo escrevo sobre os motivos do afastamento.
Hoje nossa colunista sobre educação, vai falar também sobre a educação alimentar e quanto nós pais somos influenciadores da molecada neste quesito...eles aprendem com o que falamos, mas mais ainda com o que veem a gente fazendo.


Degustem sem moderação, boa leitura =)

 

Hoje, tem se falado muito em alimentação saudável e em bons hábitos alimentares. E, embora, a mídia venha influenciando, significativamente, nos hábitos do público infantil, principalmente, por ser mais vulnerável, é a mãe, que, na maioria das vezes, carrega essa carga por administrar bem ou mal a alimentação servida às crianças e ensinar os hábitos alimentares, assim, como para toda a família. E começa bem cedo...desde as primeiras interações entre mãe e filhos (as), ou seja, nos primeiros dias de vida com a amamentação. Período esse que a mãe vai criando laços de afetividade e identificando, através da expressão facial, do choro e da quantidade de mamadas, o prazer e a falta de prazer do bebê pela alimentação.



Fase essa que precisa ser levada muito em conta pela mãe, uma vez que, a mesma alimenta seu filho do seu próprio alimento, por isso, deve ter uma dieta equilibrada, tomar bastante água e evitar o próprio estresse, pois o que ela ingerir seu/sua filho (a) também estará ingerindo. O que ela comer poderá desenvolver o gosto também pela criança por esse alimento. E, ainda, se a mãe não estiver bem, ela inibirá a liberação dos hormônios que aciona a produção do leite. “O leite é produzido também pela cabeça da mulher”. Tanto é que, segundo estudos, uma mulher que adota uma criança poderá estimular esses hormônios a liberar a produção do leite na mesma. No entanto, do mesmo modo, que pode influenciar no gosto das crianças, algumas crianças poderão também sofrer alguns distúrbios como: cólicas, irritabilidade e sono alterado devido o uso excessivo de alguns alimentos ingeridos pelas suas mães, como: chocolate, doces, leite de vaca, refrigerantes, café e chás, que contêm cafeína.  


A formação alimentar da criança é um processo de aprendizagem, como ter horário para levantar e deitar para dormir, escovar os dentes depois das refeições, tomar banho, fazer os deveres de casa todos os dias e saber tratar as pessoas, etc. Tudo deve começar também cedo, ter uma rotina, e a família toda é responsável e precisa dar o exemplo. Quando os alimentos começam a ser inseridos, na rotina alimentar da criança, ela dará inicio ao reconhecimento dos sabores e desenvolvimento de padrões alimentares, e vão provando/escolhendo, se adaptando de acordo com o alimento que você, mãe, pai, lhe oferecer, isto é, põe na sua geladeira, fruteira, na mesa do café da manhã, do almoço, do lanche e do jantar.



É nesse momento que as suas preferências vão sendo estimuladas e identificadas. E para incentivar e ajudá-la nessa formação do paladar, você mãe, família e escola têm um papel fundamental. Por isso, é aconselhável evitar oferecer alimentos industrializados, uma vez que, esses produtos podem comprometer o paladar das crianças, segundo nutricionistas, fazendo com que elas conheçam um gosto diferente do real, e possam acabar não gostando das coisas in natura. Se a família não oferecer produtos industrializados, não induzirá os pequenos a preferirem mais um suco de caixinha a uma fruta ou suco natural.



Segundo o nutrólogo, (é quem é formado em medicina e, posteriormente, especializado em nutrição) Fábio Ancona, “gostar é uma questão de hábito. O Chinês não come gafanhoto? Então, ele se acostumou a isso desde cedo”. E é importante que ofereça aquele alimento que a criança não gostou outras vezes - duas, três, quatro, cinco seis ...dez vezes. Assim, a família não criará um “pickeater” (expressão em inglês, usada para qualificar pessoa que escolhe demais alimentos quê vai comer).  Não é à toa que os pais e mães de outrora insistiam para que seus filhos comessem de tudo. Os meus pais eram assim. Mas a família tomava refeição junta. Todos se alimentavam em casa. No mesmo horário.



Muitas famílias, hoje, preferem se alimentar fora. As desculpas são as mais variadas. Dentre elas: morar longe do trabalho e não ter tempo de ir a casa, ficar mais caro para pagar uma doméstica, correria do dia a dia, facilidade em encontrar tudo pronto, muito mais prático e tal. Mas, ainda, há muitas famílias que optam por preparar os alimentos em casa, pensando em oferecer aos filhos um alimento mais fresco, mais saudável e natural. E o cardápio do dia a dia pode ser bem simples. No café da manhã: frutas (uma fatia de um mamão, uma banana com mel, uma fatia de melão ou outra); leite (iogurte ou coalhada); pães ou quitandas (melhor se forem integrais). Para o almoço, desde que contenha uma proteína (carne bovina ou suína, frango, peixe ou ovos); um carboidrato (arroz ou mandioca/batata, macarrão ou outros), feijão, legumes e uma salada bem colorida, está otimo! Mas caso faça uma pizza, uma torta, uma lasanha ou um escondidinho (que vai farinha de trigo ou macarrão, mandioca ou batata, e um tipo de carne) pode até dispensar o arroz; dependendo até servir como prato único, porque já vem completo. Não se esquecendo de uma salada de verduras - legumes e frutas que fazem um bem enorme para a saúde do nosso corpo, pele e até para o nosso humor. Agora, para o jantar, muitas pessoas usam aquecer o que sobrou do almoço. Pode até ser, é até mais saudável do que os lanchinhos rápidos. Mas para melhor preparo desse cardápio, você deve consultar um nutricionista.
 

É claro também que a falta de costume de cozinhar, aliados à facilidade de encontrar tudo pronto e tudo muito gostoso, tudo isso pode deixar as mães mais desestimuladas. Mas outra importância de se alimentarem em casa, é se juntarem à mesa para fazer suas refeições; momento esse perfeito para compartilhar os acontecimentos do dia, para fortalecer a identidade familiar e, ainda, para os pais observarem o que os filhos estão comendo, e incentivá-los a provarem esse ou aquele alimento. Contrariando àqueles que gostam de comer cada um em um canto, do sofá, vendo televisão. As crianças assistindo o famoso desenho, que não sei nem o nome.
 

Embora, a alimentação feita em casa seja mais saudável, eu sou favorável, também, de vez em quando, três ou quatro vezes por mês ou mais, a família sair para tomar um lanche ou sair aos domingos para almoçar. Faz parte também de uma boa formação cultural levar os filhos para comerem uma comida japonesa ou chinesa ou outra. Mas, os pais devem ter o bom senso – não devem permitir demais, é preciso controlar os excessos. E esse conselho serve para tudo – para uma alimentação saudável, para uma educação escolar excelente, para a prática esportiva e para passar menos tempo navegando na internet.



Agora, caso, as crianças já estejam com hábitos não saudáveis, a reeducação alimentar será necessária, principalmente quando existem casos de obesidade, diabéticos, anemia e outras doenças causadas por erros alimentares. A dica é limitar/reduzir a compra desses alimentos prontos não saudáveis e mudar a forma de prepará-los. Se elas não gostam de legumes, faça uma torta, um suflê, uma omelete, uma pizza, e adicione os legumes nesses novos preparos. Hoje, há tantas variedades. Se não gostam de frutas, faça um palito/espetinho de várias frutas com cobertura de chocolate ou geléia de uma fruta preparada em casa; iogurte (pode também fazer a coalhada) com frutas; ofereça um mouse ou sorvete com frutas. É bom também evitar refrigerantes ou sucos durante as refeições – líquido enche muito o estômago, então, melhor depois das refeições.



Em fim, pode não parecer importante o tema, mas é muito, sobretudo, para quem tem filhos pequenos, já que é na infância que os padrões alimentares se formam, e os hábitos adquiridos nessa fase os acompanharão por toda a vida.


Beijos


+Nilva Moraes Ferreira 

 

 

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