Enfim começou o ano...

O ano enfim começou rsrsrsr pois é o pais que é dito do futebol e do carnaval o ano se inicia no final de fevereiro.

Que seja um ano repleto de aprendizado não só para as crianças, mas também para todos os pais!
 
 
 
Final de Férias – Início do ano letivo
É hora de começar!

Finalmente, “o que era doce se acabou”!
 Acabou a regalia de poder dormir até mais tarde, sem se preocupar com o despertador, e com os trabalhos de escola e atividades extras. Acabaram os passeios, as brincadeiras, as viagens.  Acabaram os dias “sem fazer nada”. Tudo voltará à rotina normal. Escola! Escola!Escola. 

Dar um tempo para essa rotina, com certeza, fez muito bem. O descanso foi bem merecido. Recompôs as energias perdidas, teve mais tempo para a família, aliviou a mente e o corpo da rigidez dos compromissos estabelecidos, regidos sob a pressão cotidiana; tão comum e tida como tão normal, quase que natural, nas escolas brasileiras. Com tantos trabalhos. Tantas leituras! Tantas pesquisas. As férias são mais do que um direito, é uma necessidade.  

E aí está mais um ano escolar! 
E, vem abarrotado de novas expectativas, novos projetos, novos anseios, novos desejos, e muito trabalho. Alguns alunos, ainda, estão lamentando o fim das férias. Outros já estão achando uma beleza, porque vão reencontrar os colegas, colocar os assuntos “em dia”. Mas, início de ano letivo, sempre, teve gosto de surpresa. Gosto de novidade. Normalmente, encontram colegas novos, que vêm de outras partes. Rostos novos. E, sempre, geram novas expectativas de fazer novas amizades. Que é muito bom para qualquer idade.
 
Os alunos veteranos não têm muitas dificuldades para se adaptarem, novamente, à rotina da escola. Os alunos novatos, vindos de outras escolas ou cidades, e os menores, que estão começando, sim, sentem-se mais inseguros quanto à nova escola, às novas regras, novos professores ou novos colegas, nova turma. Para os pequeninos, tudo é novo.  Muitos choram pela falta das mães; muitos dormem, ainda, durante o dia. Contudo, com o passar dos dias, vão se sentindo mais à vontade. Vão se acostumando com a nova rotina. Brincadeiras, primeiras lições e coleguinhas. Vão gostando. Vão ingressando, aos poucos, nesta nova vida de estudo. Que começa com um faz-de-conta e não para nunca mais. Já pensaram nisso?

Mas, geralmente, todos os coordenadores pedagógicos e professores de todas as escolas, em geral, preparam cuidadosamente, bem antes de começar as aulas, estratégias para proporcionar aos alunos o acolhimento necessário. É a semana das boas vindas!  Quase sempre, na primeira semana, são realizadas muitas dinâmicas, com o objetivo de promover a boa aceitação do aluno, a expressão da coletividade e a influência mútua de todos. Além disso, o conhecimento do ambiente, das novas regras e do estatuto da escola, etc. As aulas inaugurais também são diferenciadas. Com muitas dinâmicas, músicas, vídeos e textos. Todos os professores apresentam os conteúdos que serão trabalhados, durante um período (bimestre, trimestre ou semestre), de acordo com o que foi planejado na semana pedagógica.  Apresentam também os projetos com os temas que serão desenvolvidos, e que foram realizados nos anos anteriores. Passam também as suas regras internas, de acordo com seu estilo e seus próprios critérios.  

Assim combinado... Avante!
 
É hora de começar. Cada professor tem uma maneira de conduzir a sua turma e suas aulas. Cada um tem as suas crenças, atitudes pessoais e expectativas. Cada um tem sua metodologia. Uns são mais criativos, dinâmicos e didáticos. Outros mais tradicionais. Alguns são mais amigos dos alunos, outros menos. Uns são mais autoritários, outros menos. Uns são mais preparados, outros não. Mas, de uma forma ou de outra, seu papel é determinante. Ele é o protagonista. Sem o seu comando o processo de aprendizagem não é “otimizado”. E ele tanto pode possibilitar o crescimento do aluno quanto pode limitar. Isso acontece até nas Universidades, imagine no Ensino Fundamental é Médio?
 
 Se o professor não exigiu nada do aluno, ele volta para casa “feliz” porque pode descansar. “O professor é bonzinho!” Então, tudo depende da intencionalidade e da atitude do professor.  Do seu nível de conhecimento, do seu estilo - se é aquele que entrega tudo pronto para o aluno ou aquele que problematiza, para que o aluno busque o conhecimento.

 Ser professor não constitui uma tarefa simples. É preciso que ele crie, desde o começo, um ambiente agradável, propício para que haja aprendizagem e a interação dos alunos. Mostrando ser mais receptivo e que respeita a individualidade de cada um. O aluno, por sua vez, também precisa mostrar, desde o início do ano, a sua disposição e dedicação. Sendo um aluno que participa, interage, colabora, manifesta o que pensa e questiona. Que não veja o ponto de vista do professor como único e absoluto. É importante que todos tenham uma avaliação positiva, uma boa impressão, na abertura do ano escolar. Isso faz aumentar as perspectivas tanto do professor quanto do aluno, e também dos pais pela escola.   

De acordo com o educador francês Célestin Freinet (1896-1966), citado por Laura Parisi “um dos deveres do professor é planejar uma atmosfera que estimule os estudantes, de modo a fazê-los avançar. Para tanto, deve planejar suas aulas considerando as estratégias mais eficientes de ensino, informar pais e estudantes sobre as atividades que serão desenvolvidas e avaliar a turma de forma permanente”. Em relação ao aluno, Luckesi explica que “o educando é aquele que, participando do processo, aprende e se desenvolve, formando-se como sujeito ativo de sua história pessoal quanto como da história humana”. Compreendendo-se, dessa forma, que o aluno é capaz de compreender e construir o seu próprio conhecimento; interpretando-o e problematizando-o.  Participando ativamente em sala de aula, tendo um papel mais ativo, e que não se limite a ser, apenas, espectador do processo. O professor é apenas um mediador. Mas, para que isso aconteça, o papel da escola e do professor é primordial, já que a instituição, assim, como os educadores têm uma intencionalidade específica que limita ou possibilita a ação do aluno em sala de aula, como já foi dito anteriormente. 

 
 
Desse modo, se cada um dos envolvidos, nesse processo, compreendesse bem essa dinâmica estabelecida, em sala de aula; e soubesse conduzi-la, desde o começo, com uma boa conexão, entre as partes, tudo seria diferente, e mais prazeroso. De um lado, os alunos ávidos e buscando novos saberes; do outro, o professor que investiga, observa, escuta, propõe situações problemas, intervém, incentiva e organiza o espaço para que a aprendizagem se concretize.  Assim, aprender/ensinar faria muito mais sentido para ambos (professores e alunos). Pois como disse Barbier, era possível sentir o universo afetivo, imaginário e cognitivo do outro para poder compreender de dentro suas atitudes, comportamentos e sistema de ideias, de valores, de símbolos e de mitos. E, do lado de ambos, os pais, acompanhando, ajudando e avaliando. As famílias têm o importante papel de exigir aquilo que lhes é de direito: educação pública, gratuita, com qualidade social. Além disso, a participação na gestão colegiada da escola torna-se também um espaço de aprendizagem para as famílias, na medida em que ali podem praticar o exercício da autonomia, da livre expressão de suas ideias e seus interesses. Eu tenho certeza de que quando as famílias assumirem o seu papel, sendo mais presentes e participativas, a educação mudará de rumo.

 Portanto, bem vindos ao ano letivo de 2015, que seja um ano trabalhoso, mas  prazeroso. Que seja tão proveitoso, que tanto os alunos quanto os professores não se queixem da rotina/do cansaço, do excesso de trabalho, e nem se lembrem das férias de julho. Que tanto os alunos quanto os professores saibam valorizar o ano/o tempo, ensinando e aprendendo. Que a preparação das aulas, que as dinâmicas, que a didática ultrapassem as primeiras semanas de acolhimento. Que não se percam com a canseira do dia a dia. Que a avaliação de ambos seja positiva, não só neste começo, mas o ano todo. Que busquem cada um o saber, para saber fazer. Que cada um busque o consenso, o diálogo, a eficácia e a dedicação. Diz um estudioso que: a distância ente o sonho (conhecimento) e a conquista (saber) é a atitude. E atitude, é o que mais precisa. É como disse Clarice Lispector, “atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença”.  Vale para todos.
Abraços

3 comentários:

  1. Acabaram as férias, minha princesa volto a ativa
    e sinto falta dela aqui comigo
    seguir é preciso então rs
    novas adaptações

    Lindo Dia
    beijokas da Nanda

    Mamãe de Duas
    Google+Nanda

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    Respostas
    1. Nossa... falou td eles fazem falta mesmo em poucas horas na escola. Boa adaptação pra vcs queridas <3

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  2. Amiga que texto lindo... e sim são várias expectativas das volta às aulas, eu sempre encarei como dias de surpresas e novidades, sempre amei ir a escola... claro que batia aquele medo de qual professora íriamos pegar e os novos alunos que entrariam... mais sem dúvida a cada nova série, tudo sempre melhorava... pelo menos pra mim.
    Aqui com Joseph não tem sido diferente, ele estava ansioso e muito contente, por rever seus amiguinhos e estar na escola...
    Que seja um excelente ano pra todos nós, bjs

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