Depressão na gestação: principais sintomas e tratamentos


Oi pessoal,
 
Muito muito feliz com a repercussão da vinda da Dra. Claudia aqui no nosso blog. Tivemos muitos comentários de boas- vindas, mas também de muitos pais aflitos. A medida do possível a dra. vai comentar sobre cada um dos temas que vcs mães mandaram por rede sociais e email.
Escolhemos um tema que foi solicitado por algumas mães gestantes e será um bom princípio na ajuda e esclarecimentos da doutora e um tema pouco abordado, mas agora não mais!
Vem saber tudo sobre Depressão na gestação.
 

Olá mamães,

 

Vou abordar um tema que muitas pessoas nem imaginam que podem ocorrer e que outras já vivenciaram ou que estão vivenciando: Depressão na gestação.

 A gravidez é um momento especial para a maioria das futuras mamães, mas para algumas delas este período pode ser de extrema tristeza, medo, ansiedade, levando a depressão.  

É mais comum se ouvir dizer de depressão pós-parto, mas acredite existem muitos casos de depressão durante a gestação. Muitas vezes, devido às mudanças hormonais, a depressão não é devidamente diagnosticada durante a gestação e acaba sendo confundida com o estado da gestante. A depressão é uma doença, e o não diagnóstico desta condição pode acabar por ser perigoso, não apenas para a mãe, como também para o bebê que absorve tudo. No entanto, há esperança, porque a depressão pode ser tratada mesmo durante a gestação.

A depressão na gestação também pode ser chamada de depressão “anteparto” (que ocorre antes do parto), está é uma desordem de humor, relacionado com o medo e ansiedade. A gravidez, em conjunto com os problemas complicados que possam existir na vida, aumenta estes sintomas.

 

Saiba mais:

Sintomas

Tristeza persistente

Irritabilidade

Dificuldade de concentração por período longo

Dificuldade em adormecer ou dormir demais

Desmotivação para as atividades que sempre adorou fazer

Pensamentos recorrentes de suicídio, morte ou aborto

Ansiedade

Sentimentos de culpa ou sentir-se inútil

Mudanças drásticas nos hábitos alimentares

Os sintomas da depressão na gestação são parecidos com os sintomas dos demais tipos de depressão, inclusive a depressão pós-parto; o diferencial é a falta de afeto pelo bebê que irá nascer e a incapacidade de se preparar para a maternidade, onde ela não se anima com o enxoval, por exemplo.

Muitas vezes, o que pode desencadear uma depressão, são problemas amorosos (relacionamentos fracassados), gravidez indesejada ou inesperada, mudança no estilo de vida, histórico de depressão na família, tratamentos de infertilidade, abortos anteriores, situações estressantes no trabalho, complicações na gravidez, trauma de abuso sexual, entre outros.



Tratamento,

É importante consultar o médico ginecologista ou psiquiatra e relatar os sintomas e dificuldades que sente. Alguns tratamentos podem incluir:

Psicoterapia - baseada na terapia cognitivo-comportamental, que ajudará a paciente a controlar os pensamentos negativos. Segundo Beck, o pai da Terapia Cognitiva, a depressão é considerada um transtorno de pensamento e não um transtorno emocional.

Medicação adequada - antidepressivos. Mas tome cuidado com a medicação usada para tratar a depressão, pois ela pode gerar alguns problemas nos recém-nascidos como malformações físicas, problemas cardíacos, hipertensão pulmonar e baixo peso.

Também existem algumas alternativas naturais de tratamento na gestação, como:

 

Exercício físico – Que eleva os níveis de serotonina, diminuindo os níveis de cortisol, dando uma sensação de bem estar.


Descanso - A falta de sono afeta não só o corpo fisicamente, como a capacidade de lidar com os desafios diários como o estresse, portanto relaxe.

 

Acupuntura - Novos estudos indicam que a acupuntura pode funcionar em casos de depressão em mulheres gestantes.

 

Alimentação – Equilibrada e saudável, pode alimentar o corpo e também a alma.

 

Suplementos - Vitamina B6 (frango, banana, etc) e magnésio (feijão, milho, etc), que ajudam a melhorar o humor.

 

Ácidos gordos - O consumo regular de ómega 3 de óleo de peixe ajuda a diminuir os sintomas de depressão.

 

Se uma depressão não for tratada, poderá fazer mal ao bebê. Uma futura mãe deprimida, na maioria das vezes, não tem a força necessária para cuidar de si e muito menos do seu bebê. Os bebês que nascem de mulheres que sofrem de depressão são normalmente menos ativos, prestam menos atenção e são mais irritáveis do que os bebês que nascem de mães que não sofreram de depressão durante a gravidez.

Quando os sintomas começarem a aparecer, o mais saudável é procurar um especialista de área médica para que o tratamento seja feito o mais rápido possível e de forma segura e tranquila para a futura mãe e para o bebê. É importante que a mãe tenha consciência de que a depressão na gestação pode (e deve) ser um quadro passageiro para não interferir na formação da criança. Se o tratamento não for feito, pode evoluir para um quadro de depressão pós-parto dificultando na recuperação da mulher, mas isso não significa que se você teve uma necessariamente terá a outra. Por estes motivos, é importante diagnosticar e tratar corretamente uma depressão na gestação.

Seu bebê precisa de cuidados mesmo enquanto está na sua barriga, portanto esteja saudável para cuidar dele em todos os momentos. Busque ajuda!

Um forte abraço da,

Psicóloga Cláudia Silva

CRP 06/125517

2 comentários:

  1. Realmente ouve-se muito acerca da depressão pós-parto, mas não da que ocorre durante a gestação. Felizmente, tive uma gravidez muito tranquila e feliz. Mas imagino que não seja fácil sequer entender para a família da grávida do porquê ela estar tão triste.
    Excelente post.
    Beijinhos
    Ruthia d'O Berço do Mundo
    obercodomundo.blogspot.pt

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi querida Ruthia, obrigada pelo carinho de sempre <3

      Excluir

Tecnologia do Blogger.