Saudade da Dali nossa colunista mãe do Pedro?
Então vem matar a saudade comigo, com este texto super gostoso sobre férias e como ocupar o dia das crianças inclusive do Pedrinho tbe não acredita que isso é possível?
Vem ler!


Gente, que saudade!!! Então vamos lá?

Bom, desde que me tornei mãe, perdi as rédeas de minha própria vida. Quando a gente tem filhos, passa a viver para os filhos e, como sempre diz minha mãe: "filhos criados, trabalho dobrado". E como eles não param de crescer, o trabalho só aumenta, dia após dia.
Eu já disse pra vocês que tive que sair do trabalho, a pedido da médica do meu filho, para acompanhá-lo nos momentos em que não está na escola (e já disse também o quanto essa experiência é rica!).
 
Quando parei de trabalhar, fiquei agoniada. Gente, desde os 13 anos que eu sei o que é trabalhar! Aí, inventei de trabalhar em casa: comecei a fazer bolos! Bolo simples, caseiro, pra tomar café. Postava a foto no facebook e as pessoas encomendavam. A boa notícia é que as pessoas gostaram, falaram pros amigos, a notícia foi se espalhando e o bolinho hoje tem nome e sobrenome!
 
E como administrar tudo isso?
 
Casa, filhos e um negócio informal?
 
Começo logo dizendo que não é fácil!
 
Casa + filhos já é uma combinação bombástica! Então imaginem o caos que se instalou no aconchego do meu lar durante o período junino: muita encomenda, a casa com todas as suas necessidades e filhos de férias. É claro que a fabricação de bolos interfere na rotina doméstica! Durante toda a manhã eu fico na cozinha, entre louça pra lavar, panelas no fogo para o almoço e bolos no forno. À tarde, quando as crianças vão pra escola, cuido da casa, das roupas e faço as entregas dos clientes e compro os materiais quando preciso. É uma correria, mas dá uma dinamizada na vida! Fico cansada, mas feliz!


Imagens retiradas do Google

Mesmo trabalhando por conta própria, não posso esquecer que meus filhos já estavam de férias! Eu não podia sair, nem um passeiozinho no fim da tarde! Aí a gente apela para a imaginação!
 
Bolhas de sabão: Comprei meio metro de fio sólido (R$1,50) e um bom detergente (R$1,20), fiz dois aros de bolhas de sabão, enchi dois copinhos com água e sabão e voilá: diversão garantida por quase uma tarde inteira!!!
 
Cinema em casa: um colchão na sala, luzes apagadas, baldes de pipoca e um filme que eles ainda não viram! Eles ficam quietinhos, super fofos!
 
Faz-de-conta: roupas, fantasias e acessórios diversos (bonés, chapéus, óculos, bolsas, meias, luvas, sapatos) e um espelho! Eles mesmos se vestem e tiram as roupas e fazem mil caras, bocas e poses diante do espelho!

O bom de tudo isso é que meu moleque tem se desenvolvido cada dia mais, acho que toda essa correria, toda essa movimentação o faz se acostumar com a mobilidade da vida; ele está mais confiante e desenrolado, tem vínculos de amizade e tem demonstrado afeto com uma frequência bem maior: vai sozinho pra casa da vovó, pede ajuda para fazer o que não consegue sozinho, faz suas orações antes de dormir, me dá beijos e diz que me ama antes de dormir, acorda e vem correndo pro meu colo dizer "bom dia, mamãe", já tira e roupa e se veste sozinho!!!

Nossa vida não é fácil! Se eu disser que tudo é maravilhoso, estarei mentindo. Levamos uma vida normal, temos correria no dia a dia, cada um vai se virando como pode. Muitas vezes eu sinto saudade de quando tinha que me preocupar apenas com meu boletim, já que hoje me preocupo com boletos (não podemos perder o bom humor). Mas a peteca não pode cair! Viver é como andar de bicicleta: se você parar, cai!
 
É importante ser realista (e isso ajuda muito), ter consciência das coisas... mas também é preciso ser otimista, levar as coisas com leveza e humor, encarar os problemas como degraus, como etapas. Tem uma história divertida que a gente precisa lembrar sempre:
 
Uma mulher teve um problema com um vazamento e sua casa ficou totalmente inundada. Ela ligou pro serviço de encanação e quando o homem chegou a mulher veio queixar-se aos prantos, chorava e chorava porque sua casa estava cheia de água em todos os cômodos. Suas lágrimas caiam no chão tanto quanto a água pingava dos canos. Então o encanador lhe disse:
- Senhora, acalme-se! A senhora só está aumentando o problema!

Conosco acontece o mesmo! Quantas vezes deixamos de ajudar somente por não pararmos de reclamar?
 
Quantas vezes derramamos lágrimas, aumentando a inundação, ao invés de secar o chão?

A vida é uma questão de escolha!
 
Se você parou de trabalhar para cuidar do seu filho e já não se sente útil e produtiva, inventa! Faz alguma coisa que te dá prazer e mostra pra todo mundo o que você faz!
 
Pode ser bolo, pode ser desenho, pode ser roupinha de boneca, pode ser tiarinhas fofas para crianças... tantas coisas!

É importante manter os pés no chão, mas não podemos esquecer de levar a cabeça às estrelas!
 
 
Bjs

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