Hábitos intestinais na infância



Oi gente,

Quando a Nutri Paula me mandou este texto, ela comentou que na pandemia os casos de crianças com problemas intestinais tinha aumentado muito neste tempo de pandemia.
Ai contei pra ela o meu diálogo com Oliver, dias antes de ler o texto que ela enviou.
E como ser mãe de menino, falar de cocô, bosta, merda rsrs é natural.
Oliver estava a apenas 1 dia sem fazer...é um menino agitado e ele quer sentar no vaso e já fazer e quando não faz diz assim:
Meu cocô não esta 14:20, isso mesmo ele inventou um horário pro cocô rsrs
E ficou estava com vontade, chegava lá não esta 14:20 e sai...
No outro dia a vontade apertou e ele sentiu que ia doer
A explicação dele pra mim...
Mãe esta 14:20, mas meu bumbum esta doendo e não vou fazer.
Deixei ele sai e falei assim, brinca com a mamãe tipo morto e vivo?
Abaixei e agachei com ele umas 3 vezes...
E ele:
Vou no banheiro mãe meu bumbum vai explodir.
Falei vamos, a mamãe fica lá com vc...
Mamãe esta doendo...
Coloquei ele mais pra frente e disse, agora faz força...
Ele conseguiu rsrs e aliviado já
Olhou e disse que tinha feito um cocô caminhão rsrsrs, como disse a nutri deve ter sido carga pesada.
Mãe de moleque tbe rsrs já entrou na conversa como quem fala de cocô sempre em casa também.
Mães de meninos e rimos largadas um tempão disso.
Ela me falou ainda bem que vc levou na brincadeira e foi com ele até o fim e sem pressão, tem crianças que sofrem pelo fato dos cuidadores dela não serem assim.
E neste texto ela deu algumas dicas sobre como ter bons hábitos intestinais...




Durante a infância as crianças passam por diversas fases e hábitos, algumas mudanças ocorrem de forma repentina e refletem diretamente nos seus hábitos intestinais.
Algumas mudanças como: transição da amamentação exclusiva para alimentação complementar, administração de fórmulas infantis, complementação alimentar, entre outras são alguns dos exemplos de interferências pontuais, onde as crianças podem apresentar prisão de ventre ou então quadros de diarreia.
É na formação gestacional que nosso intestino inicia sua maturação, o líquido amniótico ingerido pelo feto é reabsorvido no intestino dele e chega até os rins, onde é filtrado e novamente excretado para a bolsa amniótica.
Já aqui fora, o leite materno oferece seus benefícios auxiliando na formação da flora intestinal, com suas substancias prebióticas, além da imunoglobulina A, um anticorpo que previne a diarreia infecciosa. 
Já os bebês que não se alimentam do leite materno e fazem uso de fórmulas lácteas tendem a obstipar e sentir desconforto abdominal (não é uma regra). A inserção de novos alimentos aos 6 meses pode soltar o intestino e causar o aparecimento de bolinhas e manchinhas na pele.
 Tudo é questão de manejo, da forma como vou administrar e complementar a alimentação. A fase do desfralde também pode ser complicada e trazer alterações emocionais, algumas crianças podem ter dificuldade de evacuar no peniquinho.
Papa doce inhame com manga
Existe uma relação emocional da própria criança em relação às novas mudanças, ocorrendo uma comunicação entre o sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Entérico (do nosso intestino) onde os sentimentos causam reações físicas.
Mas não se preocupe, tudo se adapta, geralmente esses sintomas desaparecem rapidamente. Devemos observar e acompanhar para evitar complicações tardias, oferecer alimentos saudáveis e ofertar uma hidratação eficiente.
Como maior queixa entre os pais estão os casos de intestino preso. Uma dieta balanceada, rica em fibras e líquidos promove uma melhora na motilidade intestinal, formando um bolo fecal mais fácil de ser excretado.
Alimentos como frutas com casca, feijões, verduras e também o consumo de sucos naturais fornece a quantidade adequada de fibras, promovendo hábitos saudáveis e um bom funcionamento do intestino. Uma criança que desde cedo inicia uma alimentação de qualidade, crescerá com bons hábitos e sem queixas sobre distúrbios gastrointestinais.
No caso de intestino solto, sem demais sintomas como febre e vômito (que indicam infecções intestinais) a orientação é manter a dieta habitual e intensificar a hidratação, usar de água de coco e evitar sucos industrializados, refrigerantes e alimentos condimentados.
Qualquer alteração no funcionamento do intestino que cause desconforto e interfira na vitalidade da criança deve ser investigada, procure o pediatra e acompanhamento nutricional.

Nutri Paula Hanazono
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