Órgão sexual masculino não pode ser considerado "padrão de beleza" para meninos .

 


Olá pessoal, tudo bem?

Nos últimos meses tivemos muitos acessos em dois textos e muitos comentários, não sei ao certo se por causa da pandemia, só sei que isso ficou mais forte.

Se ainda não leu, entenda o que esta acontecendo, lendo estes textos e os comentários.

Tamanho não é documento

Precisamos falar de um assunto delicado



Algumas mães pedindo ajuda, a primeira ajuda chegou!

VIVA!!!!!

Como prometido para as mães e meninos que estão participando dos textos ativamente e procurando saber mais... convidei a Natália  para escrever sobre isso de um prisma psicológico e como nós pais de adolescentes podemos ajudar.

Leiam com atenção e reflitam sobre a importância exagerada a maioria das vezes que damos ao "tamanho" do órgão masculino e o quanto isso interfere negativamente no processo de construção da autoestima dos meninos.



“Padrão de beleza” para meninos?

Por Natália Bianchini – Psicóloga

 

Você sabia que existe um padrão imposto aos meninos desde pequenos?

É comum ouvir sobre o padrão de beleza imposto as meninas, e, raramente se fala sobre as cobranças impostas aos meninos, e, por isso, hoje dedicaremos um tempo para refletirmos sobre o assunto.

Todos sabem que, desde muito novos, os garotos se preocupam com o tamanho de seu pênis, em algumas famílias isso chega a ser mal visto, e, em outras, supervalorizado.

O que não se percebe é que essa preocupação vai muito além de pura vaidade...

Na verdade, com início da adolescência e da puberdade todo adolescente passa por momentos de mudanças, desafios, descobertas e busca por sua nova identidade, já que não pode mais ser criança e ainda não são adultos.

Com os meninos esse processo físico se torna mais evidente com as mudanças físicas como crescimento de pelos pelo corpo, o famoso estirão e as alterações de crescimento do pênis, assim como das sensações que a acompanham.

Portanto, é absolutamente compreensível que nesse período sua atenção esteja voltada para essas mudanças, até pela busca de compreendê-las.

Mas é preciso estar atento quando deixa de ser curiosidade ou busca de compreensão e passa a ser uma preocupação constante e intensa.

Não é incomum que os garotos, quando reunidos nessa fase, comentem e comparem o tamanho do pênis; isso ocorre devido a necessidade de aceitação do grupo.

Contudo, é importante estar muito atento ao seu filho, pois essa simples conversa entre amigos pode, em alguns casos, pode se desencadear ansiedades, baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.

Por isso é essencial que desde a infância os pais estabeleçam com seus filhos um ambiente acolhedor, seguro e de livre comunicação, para que possam vir aos pais sempre que tiverem dúvidas, curiosidades, medos, sem o receio de serem julgados, zombados ou mesmo desconsiderados.


Desde a infância os meninos vivem experiências que lhes dizem indiretamente que o que os torna homens de caráter, capazes, amáveis e admiráveis é o seu órgão genital, o seu pênis. E, é justamente por isso, que na adolescência surge essa preocupação e a necessidade de “mostrar que o seu é maior”.

Como pais o melhor caminho é estar ao lado de seu filho a todo tempo, acolhendo seus sentimentos, tirando suas dúvidas, ouvindo suas opiniões, tentando compreender seu ponto de vista, amando incondicionalmente e, é claro, corrigindo sempre que necessário.

Se o seu filho tem se preocupado excessivamente com o tamanho do pênis converse com ele, sempre respeitando seus limites; e se necessário procure a ajuda de um profissional para avaliação ou mesmo tirar dúvidas mais específicas.

A internet nos trouxe muitas vantagens, mas uma das desvantagens é o acesso irrestrito a todo tipo de informação; entenda que se você não falar com seu filho sobre sexualidade ele certamente buscará essa informação em fontes que, possivelmente não são fidedignas.

Demonstre para seu filho que ele é um homem de caráter, com qualidades, potencial, lindo, capaz, e que, isso não está vinculado ao seu pênis, mas a quem ele é.

E, se perceber em seu filho características de ansiedade ou baixa autoestima procure a ajuda de um profissional de saúde mental, para ajudá-lo a lidar com isso.

Nosso objetivo é que juntos possamos construir uma sociedade em que meninos e meninas, desde a infância, recebem cuidados e atenção necessária para que se desenvolvam de forma saudável e em harmonia, com uma relação de conexão entre pais e filhos.

Um abraço a todos!

 Natália Bianchini – Psicóloga

Atendimento 

Whatsapp +55 11 99823-5907 (click no link e será redirecionado para o whatsapp)


E-mail :mailto:psiconataliabianchini@gmail.com

Um comentário:

  1. Muito bom, meu filho de 16 anos tem um rolão mas se sente desconfortável porque geralmente quando ele fica sentado ou usa sunga marca muito e a maioria das pessoas fica encarando

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