Chá de bebê do Oliver

Oi gente!!


Escrevi tão pouco sobre a segunda gravidez, foi um momento tão esperado por nós que resolvemos apenas curtir.

Cada dia, cada semana, cada chute, cada ultra, foi emocionante. Hoje estamos de 38 semanas + 5 no final da gestação, meu anjo mais novo nasce até quarta-feira dia 22 de fevereiro.

Confesso que quero apenas ter ele aqui, não me preocupei se seria parto cesárea, ou normal, não fiz planejamento de parto....nada!!!!

Pra ser sincera realmente não me importo a forma que venha ao mundo desde que esteja aqui...bem, com saúde é o que nos importa.

Tive uma gestação tranquila, sem maiores contratempos e de muito aprendizado, reflexão e serenidade como acreditei que deveria ser.

Não me apeguei ao lance o que faz pra um filho, faz pra outro. Mesmo por que os tempos são outros 10 anos de diferença, muda muito a cabeça da gente.

Não sei se ele vai me cobrar isso, se o que irmão teve ele não teve. Por enquanto o mais velho é bem consciente e tranquilo, nós apoia como pais...engraçado né, mas assim que nos sentimos apoiados por ele.

Não fiz um chá de bb pra ele, minha mãe achava que era bobeira e eu também e não levamos a ideia pra frente.

Nesta gestação minha mãe me falou, vamos fazer...fiquei meio assim, perguntei na página, pros amigos se era legal, se compensava, pois estamos numa fase difícil no país e este dinheiro da festinha poderia fazer falta, mas enfim resolvemos fazer.

Minha mãe e tia foram pensando em como seria até falarem pra mim rsrsr, ai mudei tudo.

Cada filho tenho um tema na cabeça do mais velho, foi casa na árvore...decoração no quarto e tudo, gostava tanto que ele sempre pediu pro pai uma casa na árvore, mas nem árvore temos e acabou ficando no imaginário dele, quem sabe para os filhos ele não consiga realizar isso não é mesmo?

Pro Oliver, me veio em mente um bilhete deixado pelo pai dele no começo de namoro....
"Aparentemente o ninho de um pássaro é feio, feito de galhos e restos de coisas. O engraçado que neste lugar é gerada a vida"

Cuida da nossa casa

Beijos
Gui

03.09.98



Nossa casa é uma casa digamos "vintage" rsrsrs começamos a reformar ela na gravidez do Mlk, com 38 semanas de gestação dei piti rsrsrs pedi pra parar já não aguentava mais...ou seja ficou tudo pela metade. O papai é um excelente construtor e terminou algumas coisas faltantes enquanto eu estava na maternidade, incluindo o quarto do mlk, que no fim ele só usou a partir do seu segundo ano. Mas esta história já contei por aqui... mas é o nosso lar, nossa prioridade não foi ter uma casa bonita e sim curtir a infância do mlk e os custos (ou melhor investimentos )que de alguma forma vem até mesmo em forma de educação pra ele, as nossas viagens, enfim a casa ficou habitável até então rsrs

E mesmo assim, a vontade de dar um irmão pro mlk foi amadurecendo, vieram as tentativas (melhor parte), dois anos de muito namoro e nosso 20% de chances de engravidar sem nenhum tratamento,  se transformaram em 100% pra Deus e ele esta aqui prontinho, gorduchinho e lindo pronto pra nascer a semana que vem!

Mas voltamos ao chá rsrrss

Falei pra minha mãe e pra minha tia o tema, elas estavam pensando em outra coisa, a principio não gostaram. Ai contei pra minha mãe pq que tinha escolhido o tema... ai depois fui atrás do apoio da minha irmã mais nova rsrsrs que também achou estranho este tema pra meninos.

Passaram os dias e minha mãe andando pelas ruas de Long Beach rsrsrs achou um ninho caído, diz ela que logo sentiu um arrepio...voltou pra casa e começou a fazer uma arranjo.

Ai minha irmã comprou minha ideia, logo também achou um ninho....e a ideia foi crescendo e todo mundo gostando....e foi assim que o Tema Passarinho no chá de bb do Oliver surgiu!


Já tinha comentado que somos uma família muito criativa e adoramos o estilo DYS, então primeira providência boraaa pra 25 de março.... sim estava já com 7 meses pra 8 , barrigão, devagar com a minha irmã "ratinha de 25 de março" a tira colo né e fomos atrás das coisas...difícil achar porque tudo relacionado ao tema era rosa com florzinhas rsrsr e não era bem o que eu queria <3

Mas no fim, sacolas gigantes, cansaço, achamos tudo. Pra economizar um pouco pensamos em um horário mais tranquilo às 15horas, a maioria das pessoas já teria almoçado e estaríamos longe da janta, então dava pra ser um brunch não é mesmo rsrsrs



Biscoitos
 
E eu amo lanchinhos rsrrs, então teve carne louca, teve cachorro quente, bolo, cerveja, suco, refri, docinhos e pronto. Tudo feito em casa no maior carinho pela minha mãe, tia, irmã e eu.

Não esquecemos dos nossos amigos alérgicos, fiz algumas receitas, queria fazer cupkakes pra eles sem lactose, sem glutén, sem ovos...mas ficou uma porcaria rsrsrs ai apelei pras mães e avós que levaram cada uma, uma coisinha diferente e eles puderam curtir também.

Convidamos muitas pessoas, mas em mês de férias e uma chuva torrencial em São Paulo, estavam lá realmente quem gosta de estar com a gente e por eles nossa eterna gratidão <3

 
 





Nesta árvore as pessoas escreveram bilhetes pra ele
 
Adicionar legenda

Lembrancinhas feitas a mão pela titia Sabrina
 




Teve zueira com o Pai de moleque



Bolo mais gostoso e comentado da festa feito pelas mãos talentosas da irmã da minha mãe tia Valdeci



Em fim....

Teve Amigos, família e amor <3

video


 















 
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Enfim férias! E agora?



E nas férias as rotinas ficam mais relaxadas, passeios e viagens entram no roteiro do dia a dia. Mas como viajar e comer fora de casa com criança alérgica? Como explicar para a criaturinha que mesmo de férias ele continua alérgico?

Resolvemos fazer nossa primeira viagem de férias de verdade, sem ser na chácara dos avós. Fechamos passagens pra Santa Catarina, uma viagem que eu e meu marido já havíamos feito, com lugares conhecidos que queríamos mostrar pras crianças, mas onde ficar? E como será que faremos com o café da manhã? E os lanchinhos durante o dia, na praia e no parque?

Primeiro definimos o roteiro das férias, onde gostaríamos de ficar hospedados, quantos dias em cada cidade, o aluguel do carro e tudo mais. Liguei em vários hotéis da região de Balneário Camburiú e adjacências, infelizmente nenhum hotel tinha cardápio especial ou disponibilizava cozinha para preparação de alimentação para alérgicos, mas não desisti! Consegui um hotel com tarifas acessíveis, próximo ao parque na cidade de Penha que não se opuseram a receber criança alérgica no café da manhã com tanto que eu me responsabilizasse pela alimentação dele. Entrei em vários sites de supermercados na região e liguei para saber se comercializavam os alimentos que estou acostumada a comprar e preparar para o Dante. Pra minha surpresa, algumas redes no sul tem uma variedade enorme de alimentos para alérgicos. Liguei no parque de diversões para saber quais tipos de lanchonetes encontraria na praça de alimentação. Tem um show que gostaríamos de assistir que servem almoço, precisava saber do cardápio e como era a preparação da alimentação, fui muito bem atendida, me convidaram inclusive para conhecer a cozinha onde o almoço do espetáculo era preparado, se eu quisesse era só chegar e me apresentar. Mais tranqüila e com tudo confirmado, agora  era fazer as malas!

Como fomos com uma companhia aérea popular, não tinha refeição a bordo, só nos serviram suco e água. Chegando em Navegantes, pegamos o carro e fomos direto ao supermercado, comprei o leite especial, as comidinhas e frutinhas para passar os primeiros dias.

O hotel foi muito receptivo conosco, nos orientaram a descer para o café bem cedo para que eu pudesse ter melhor acesso a cozinha, caso desejasse preparar alguma coisa especial, felizmente temos pães de marcas que se preocupam com os alérgico, comprei a margarina própria, consegui preparar o leitinho dele todos os dias sem stress.

No parque também correu tudo bem! O show medieval foi um espetáculo e o almoço também! Arroz, legumes, batata frita e frango.

Os dias na praia foram muito bons e tranqüilos, conseguimos passear, levar os moleques pra conhecer novos lugares e com certeza foi um passeio inesquecível.

Ahhh a mamãe conseguiu descansar Tb J.

 

Receitinha:

Panetone sem ovo

Ingredientes

§  300g (3 xícaras) de farinha de trigo.

§  2 tabletes (15g) de fermento fresco.

§  1 colher(sobremesa) de fermento em pó.

§  100 ml (1/2 xícara) de água morna.

§  100g (1/2 xícara) de açúcar.(se desejar pode usar cristal, demerara, mascavo, etc – eu usei o cristal organico)

§  3 colheres de sopa de leite (pode usar de soja ou o de vaca).

§  1 colher de chá de sal.

§  2 colheres de sopa de margarina.

§  100g de uvas passas roxas

§  100g de frutas secas

§  1 colher de sopa de casca de limão ralada.

§  1 colher de chá de essência de panetone. (se quiser diminuir aquele sabor característico do panetone, troque aqui por essência de baunilha)

Modo de Fazer:

1.       Aqueça a água até que fique suavemente morna (38°C).

2.       Na tigela onde vai preparar a massa, despeje a água morna, o fermento fresco e uma colher de farinha e misture tudo.

3.       Aguarde uns 10 minutos para o fermento agir (deve formar muitas bolhas).

4.       Adicione o restante da farinha aos poucos e mexendo sempre.

5.       Acrescente os demais ingredientes, menos a margarina e misture tudo.

6.       Coloque a massa em uma superfície limpa e amasse bem com as mãos por uns 10 minutos. Enquanto estiver sovando vá acrescentando a margarina.

7.       Prepare uma forma de assar panetone (aquelas que são forradas com papel impermeável), ou se não tiver essa forma, unte com margarina uma forma redonda alta de buraco.

8.       Despeje a mistura na forma preparada, cubra com o pano e deixe descansar por 2 a 3 horas.

9.       Coloque para assar em forno quente(220°C) durante uns 12 minutos, em seguida abaixe o forno para médio (180°C) e deixe por mais uns 30 minutos.

 

 
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Minha família está preparada para receber o segundo filho?


 
Oi pessoal,
 
Hj a dra. Claudia veio com um tema especial a pedido de um a leitora rsrs, essa mãe de moleque que vos escreve rsrrs
Sim, estava bem preocupada em saber se estava fazendo tudo direitinho com a chegada do baby Oliver e ao chegar no final da leitura soltei um uffaaaa ainda bem, estou indo no caminho certo!!!!!
Agora é só esperar e ver como ele reage a tudo isso, não é mesmo?!
Pq já tinha comentado com vcs anteriormente que não sou uma mãe muito carinhosa...digo assim melosa, cheia de mimos e tals pq isso ainda não consegui ser é um aprendizado diário pra mim.
Então se ele acha que já tem pouco carinho, já pensou depois?
Sempre digo que o amo, que é especial pra mim, meu primogênito, com ele que aprendi a ser mãe, mas eu sei bem que a chegada de um irmão mexe com a gente e com ele não será diferente.
Mas isso serão cenas do próximo capítulo, logo volto pra contar pra vcs como esta sendo.
Beijos
 

 
 
 

Dra. Claudia- Psicóloga e
colunista no Blog Mãe de Moleque 
Hoje abordaremos um assunto especial mais delicado, a chegada do segundo filho, que é muito esperada por toda a família, que fica na expectativa de como o filho mais velho reagirá. Um misto de emoções e sentimentos invadem os pais, sem saber como tudo se ajeitará, o que acontecerá e como eles próprios se comportarão com os dois filhos.

É importante lembrar que a chegada do segundo filho não fará com que vocês deixem de amar, ou amem menos o mais velho, porém ele não sabe disso, o que ele entende nesses casos é que antes tinha toda a atenção dos pais para si e agora terá que dividi-la, então conversar com ele desde o inicio da gravidez é importantíssimo para que o pequeno consiga controlar o ciúmes e perceba que o irmãozinho não veio para tirar os pais dele, e sim para ser seu amigo.

A famosa “crise de ciúmes” é normal e sempre ocorre quando um bebê novo está por vir. O importante é  saber lidar com ela a fim de minimizar os possíveis problemas na família.

A primeira coisa para refletirmos é que esse ciúmes pode estar encobrindo um medo e uma insegurança da criança ou do adolescente em perder o seu lugar, os olhares de seus familiares e o cuidado e o amor dos seus pais. Crianças e adolescentes terão reações diferentes na hora de expressar esses ciúmes, mas estarão querendo dizer basicamente a mesma coisa: “Estou com medo de ser excluído e perder tudo que conquistei com vocês para esse bebê que está chegando”. Como não há apenas uma forma de expressar isso, muitas vezes os pais ficam confusos e não identificam os sinais que os filhos transmitem, pois pode ocorrer da criança ficar agressiva, regredida, respondona, ter notas ruins na escola e etc. É importante que os pais consigam identificar e olhar para esses sinais a fim de ajudarem seus filhos.

Na gravidez todos os envolvidos precisam fazer uma preparação para a hora que o bebê chegar, seja na parte física, material, ou emocional. As crianças e adolescentes também precisam ser preparados para o que está por vir, porque para eles ter um irmão novo em casa pode ser muito amedrontador. Nesse sentido, a preparação pode ser feita por meio de conversas a respeito dos sentimentos envolvidos, das mudanças que ocorrerão na família e principalmente, das garantias de que seus lugares na família estarão preservados, assim como os cuidados e o amor dos pais.

Quando o bebê nasce, a atenção dos pais e familiares está voltada quase que exclusivamente para o bebê, por ser ele aquele que mais necessita de cuidados no momento. Mas é preciso ter muito cuidado para cumprir com o que foi conversado durante a gestação: de que o lugar, os cuidados, a atenção e o amor dos pais para com ele estarão garantidos após o nascimento do bebê.

 
 

Segue algumas dicas que vão ajudar a mamãe e o papai a harmonizar a família, na chegada neste novo membro:

 

Vantagens – conversar com o filho mais velho, mostrando quantas vantagens ele terá ao ter um irmãozinho é muito importante e fará com que ele compreenda que o irmão será um amigo e companheiro para ele. Mostre-lhe também coisas que ele ainda poderá fazer com vocês, mesmo quando o irmão já tiver nascido, por exemplo: ir ao cinema, andar de bicicleta, brincar de carrinhos e assim por diante.

Elogios – é importante sempre elogiar o bom comportamento do filho mais velho com o irmão, o carinho, cuidado e todo amor que ele demonstra ter com o irmãozinho. Elogie atitudes positivas.

Responsabilidades – o filho mais velho vai querer ajudar na hora do banho, ou na troca de fraldas ou ainda na hora do soninho do bebê, não fique irritada com ele por isso, afinal ele também quer fazer parte da nova rotina que a família esta começando a criar, para que ele não se sinta excluído e deixado de lado com a chegada do irmãozinho, dê responsabilidades a ele enquanto você esta fazendo outra tarefa. Reforce que gosta da fase mais avançada pela qual ele passa, que é uma vantagem poder contar com uma criança com suas qualidades nesse momento de mudança.

O amor – lembre o filho mais velho que você ainda o ama da mesma forma, que o seu coração não se dividiu e que seu amor não diminuiu. É importante mostrar-lhe e falar o quanto o ama sempre.

Fale sobre ele – sempre que tiver a oportunidade conte pra ele como foi com ele quando estava grávida ou quando ainda era bebê. Diga que precisará de sua ajuda nos cuidados com o caçula, que será pequenininho e necessitará de atenção, assim como aconteceu com ele quando era recém-nascido

Conversar – a conversa com o pequeno é super importante, mostrar pra ele que o irmão veio para somar, que a família ficará ainda mais feliz com todos juntos e que o bebê será um grande amigo dele.

Não esconda nada - Seja clara e sincera acerca das mudanças físicas pelas quais está passando. Explique que você está cansada, e não doente. Não use a gravidez como desculpa para não pegá-lo no colo ou fazer um carinho. Se você precisar passar mais tempo deitada, sugira que ele deite ao seu lado e tire uma soneca, ouça uma historinha, veja TV com você.

Interação - Apresente seu filho ao bebê enquanto ele ainda estiver no útero. Mostre-lhe ilustrações próprias a sua idade, do desenvolvimento do bebê mês a mês, explique-lhe que, a medida que for crescendo a barriga também crescerá, e que quando for suficientemente grande já estará prontinho para sair. Encoraje-o a sentir com as mãozinhas, o movimento do bebê, mas não o obrigue a isso, se não quiser. Demonstre carinho por essa interação entre ele e o filho que ainda nascerá.

Mostre que ele é importante - Envolva seu filho em quaisquer preparativos pelas quais ele parecer interessado: a escolha dos móveis, roupas e brinquedos - deixe-o até escolher sozinho uma ou duas coisas baratinhas mesmo que lhe pareçam estranhas. Deixe-o abrir os presentes que cheguem antes do bebê nascer. Apresente ao seu filho os nomes que você está pensando em dar ao bebê, envolvendo-o nesse processo de escolha.

 

Ter um irmão é importante para o filho mais velho, assim ele vai aprender a dividir e conhecer novos sentimentos. O ciúmes é super normal, o importante é que os pais sempre tentem mostrar ao mais velho o quando ele é amado por todos, inclusive pelo irmão mais novo.

 

 

Beijos da Psicóloga Cláudia Silva

 

 
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Saia da frente Ano Velho quer passar...


Terminamos mais um ano...e que ano. Não tem como não lembrar da canção do Robertão de  todos os anos, foram tantas emoções bicho rsrs
A nossa colunista bem descreve, pra mim uma mudança até na alma me preparando pra chegada do meu caçula...
Aproveito pra desejar a Profª Nilva um ano cheio de saúde e paz ao lado dos seus e pra vcs também um ano recheado de coisas boas e momentos inesquecíveis...Seja vc a sua mudança!
"Seja a mudança que você quer ver no mundo."
 
 
 
O ano de 2016 está por um fio. Aos poucos, vai se despedindo de nós...Aff...gente, como esse ano foi pesaroso e sofrido para dezenas de pessoas! Aliás, para milhares – para todos nós, que sentimos compaixão e sofremos com a dor do outro. Além das crises na política e na economia do Brasil, que não deixaram de nos abalar – foi muito triste assistir tantas crianças (583 casos no Nordeste), nascendo com problemas de microcefalia. E, ainda, tantas que perderam suas vidas ou seus entes queridos! Quantas vidas e sonhos foram ceifados? Quantos pais ficaram sem seus filhos? Quantos filhos ficaram órfãos, de pais ou mães – vítimas da violência urbana, de doenças incuráveis, de acidentes de trânsito, e tantas outras tragédias no Brasil e em outras partes do mundo - como a morte dos jogadores, jornalistas e integrantes da comissão técnica da Chapecoense e das vítimas da guerra na Síria.
É com esse clima que o Ano Novo vem, aí, se agigantando em nossa frente. E a única certeza que traz é a incerteza. A incerteza de que as previsões para 2017, segundo economistas, são menos malignas do que as de 2016. Felizmente, por trás dessa previsão melhor, mais incerta, o ser humano não perde a esperança. Não perde a fé – uma vez que, acredita que pode fazê-la diferente em todos os sentidos, se quiser. Se souber atrair mais sentimento de prosperidade e mudar as suas perspectivas sobre si mesmo e sobre as coisas.
É importante, todos nós nutrirmos dessa postura, que é ao mesmo tempo positiva e precavida perante o novo ano. É legítimo fazermos planos, projetos, programa disto e daquilo, em casa, no trabalho, nos estudos, no namoro, no casamento, nos investimentos, no pagamento das dívidas, nos acertos com as pessoas, etc. É significativo acreditarmos que as coisas poderão mudar para melhor, se mudarmos.  Pois, como disse Luís de Camões, “jamais haverá ano novo se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos”. As coisas não mudarão se continuarmos fazendo tudo igual - não aceitando as mudanças, não abandonando as velhas estruturas/os velhos conceitos, que podem ser: Nosso jeito antigo de ver a vida; de ser; de tratar as pessoas; de levar a vida, de trabalhar; de estudar. 
Se continuarmos repetindo o que não deu certo, perdemos grandes oportunidades de crescermos, desenvolvermos, desfrutarmos de novas coisas na vida. Talvez, pelo simples fato de não sabermos nos ajudar, ou de não permitirmos que o outro nos ajude. Tudo muda, se eu mudo. E tudo muda a todo o momento. As fases da lua, o clima, a economia, as opiniões, os nossos pensamentos, os nossos lapsos de humor, a tendência da moda, entre outras coisas. No entanto, embora, muitas mudanças fujam do nosso controle, outras exigem de nós certo gerenciamento de nossas emoções/reações e libertação de algum hábito ou comportamento indesejado para fluírem melhor.
Por isso, é importante identificá-los. Perceber qual ou quais dos seus hábitos do dia a dia que estão confirmando-se como obstáculos para realizar aquele desejo ou propósito escolhido. De repente, algum comportamento seu, involuntário talvez, que você ainda não o identificou bem, tenha papel preponderante, e esteja prejudicando-o/a. Talvez, até as rotinas que programam, na sua vida, podem prejudicar ou diminuir a sua motivação para atingir o objetivo desejado.
Por fim, não deixe que sua pouca expectativa a/o desmotive e contamine seus projetos, seus sonhos. Aprenda a criar harmonia e solucionar seus problemas e obstáculos de forma equilibrada, evitando agravar mais a situação. Que Deus nos ilumine sempre, e que o 2017 seja mais leve e generoso para todos nós!! 
 
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Mais um príncipe está chegando...

Olá pessoal,

Por aqui estamos entrando no sétimo mês esta semana, no segundo filho a ansiedade e menor e confesso a preparação tem sido mais psicológica minha, do anjo mais velho do papai, do que propriamente física.

Ainda não comprei enxoval, o quarto esta pronto desde sempre, não vou montar o berço, pois optamos em deixar ele na nossa cama como fizemos com o irmão e nos primeiros meses vamos trazer a cama do irmão pro nosso quarto, tudo junto misturado e vivenciarmos este momento tão importante e aguardado com ansiedade na nossa família.

Amei o texto do Prof. Nilva, obrigada pelo carinho de sempre!

Degustem sem moderação <3

Ps.: Mandem dicas, muitas dicas, sei que vou precisar de todas quando o anjo mais novo estiver em casa. Bjs

I
Independente da forma que a família faça a chegada de um bebezinho – do primeiro, do segundo ou do terceiro filho, é um momento muito especial e emocionante para todos, principalmente, quando esta vinda foi bem planejada e esperada com sabedoria e muito amor.
É tempo de todos se reorganizarem em torno do novo príncipe ou da nova princesa que vai chegar...para lhe dar as boas vindas...pois, além de trazer uma alegria contagiante para a vida de todos, traz também alguma mudança na rotina dos mesmos. Alterando desde os costumes da casa até a dinâmica diária da vida dos dois – mãe e pai e também do filho ou filha menor ou filhos mais velhos.
Que, até os quatro meses, pelo fato de não ter ritmo regular do tempo – não distingue bem o dia da noite; então, troca a noite pelo dia ou vice-versa e fica dormindo e acordando. Antes dos dois meses, dificilmente, dormirá 3 horas seguidas, uma vez que, tem o sono leve, com ciclos mais curtos, segundo Michele Melão, consultora do sono infantil. (Ela tem uma dica interessante para as mães ensinarem o bebê a distinguir o dia da noite – Deitando o bebê à luz natural do quarto, durante o dia, e reduzindo o ritmo e a iluminação da casa ao anoitecer, principalmente no seu quartinho). Com isso,  o sono de todos é interrompido várias vezes à noite, principalmente, dos pais para atender ao filhote. Até que o novo morador ou a nova moradora acostume com o novo ambiente e com os hábitos da família.

A mãe, nesse período puerpério, mesmo passando por um processo de modificações fisiológicas e anatômicas, como também mudanças psicológicas decorrentes da condição da gestação e do parto, se vê completamente tomada pelos cuidados com o bebê. Toda a sua atenção se volta para ele.  É com a amamentação, com os choros, com as trocas de fraldas - com a sua nova adaptação fora do útero. Já não tem tempo nem para se alimentar direito...embora, tenha que se alimentar dois. Quando olha no relógio...já é hora do banho...já é hora de amamentá-lo...tem que por para arrotar...tem que  trocar a fralda de novo...(Ainda bem que não é fralda de pano...imagina se fosse! Tempo que não tinha nem máquina de lavar e secar roupas...Tudo era lavado e passado...Tempo de chuva, então, era um “lavava e um tira e põe” no varal para secar rápido).

 É uma fase que exige muito da recém-mãe, uma vez que, a mesma está começando a conhecer o seu filho; o seu comportamento lhe gera, muitas vezes, muitas preocupações e dúvidas...Será que meu leite está sendo suficiente e nutrindo-o bem...será que não está com fome...será que está com frio...será que está com calor...será que está com sono...será que está sentindo alguma dor...Basta que o  bebê se encolhe...ou chora...para a mãe ficar mais ansiosa.

Chorar é a sua única forma de expressar de que algo não vai bem. Quase sempre à noite. Muitas vezes, a mãe não sabe o quê fazer – Sempre bate o desespero... (A gente quase chora junto, sem saber o que fazer... como disse uma mãe...a gente não sabe de onde tira tanta força...) “Será que é cólica?” Os bebês sentem muito cólicas. Então, a mãe o balança, acaricia a sua pele...canta uma cantiga de ninar bem baixinho...coloque-o na posição vertical...depois, de barriga para baixo...faz massagem...muda de cômodo...vai levá-lo para passear nos cômodos da casa...e nada...A vovó vem com chazinho...O pai também levanta...lhe faz um cafuné...dá lhe a chupeta... Todos acordam na casa...E nada...

De repente, depois de quase uma hora chorando...já quase amanhecendo o dia...a mãe o amamenta e segura bem apertadinho no seu colo...conversa com ele, e ele na posição de como quem escuta o seu coração...dorme...Já está comprovado que carinho de mãe cura. “O calor da mãe alivia a dor e o tranquiliza”. Segundo a psicanálise, o colo é o útero pós-natal. "Até os 3 meses, o bebê precisa acreditar que ele e a mãe são uma só pessoa. Um bebê que não viveu essa ilusão pode tornar-se um adulto com dificuldade de se relacionar afetivamente", alerta a psicanalista infantil Annelise Scappaticci. "Colo é afeto. Falar com o bebê olhando nos olhinhos dele. Essa atitude dá toda a segurança que o recém-nascido necessita. O colo humaniza", explica Ana Maria Massa, psicóloga e coordenadora do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Unifesp, citadas por Vanya Fernandes.

E, assim, a supermãe “se vira” dia e noite...mas não esquece do marido e do filho menor ou dos outros filhos, mesmo sem desgrudar do bebê um só instante. Sempre, PENSA e LAMENTA...baixinho...falando com o seu maior confidente, neste momento...o bebê. ”a mamãe já não tem mais tempo para ela...não tem mais tempo de dar atenção nem para o papai...agora, mal nos falamos...só dos filhos...e não tem mais tempo para o/a maninho  (a), que ainda é uma criança”. Que ocupa, agora, uma posição não muito tranquila. Ter que abandonar a ideia de filho único / ou de caçulinha abala seus privilégios – os pais já não “viverão” mais só para ele, os mimos estão, cada vez, mais reduzidos - agora, se sentirá até um pouco deixado de lado, vai ter que dividir tudo com o outro.

É uma situação um pouco desafiadora, mas necessária para o seu amadurecimento e dos pais, pois com a chegada de um/uma irmãozinho/irmãzinha inicia-se a sua lista de perdas, segundo estudiosos do assunto, para mim “ganhos”. Todos ganharão. Os pais também aprenderão muito com a chegada de outro filho. Os quatro aprenderão dividir sentimentos. Os pais terão que dedicar a sua atenção, agora, aos dois ou mais, sem proteger nenhum mais do que o outro - porque é mais novo ou mais velho.  Aceitando as diferenças entre os dois ou mais filhos - tanto no modo de pensar, sentir, quanto na forma de agir e de fazer as suas escolhas que considerem importantes para as suas vidas. Cada um é único.   


Assim..., sabendo conciliar, vocês poderão estabelecer vínculos afetivos satisfatórios e respeitosos entre os dois ou mais filhos, e crescerão apaixonados um pelo o outro. Sabendo dividir...sendo cúmplices e contando sempre com o outro quando precisar.  Como muitos dizem...irmãos brigam, mas não se divorciam. E você, já começou a preparar seu filho para a chegada do irmãozinho? Tem alguma dica para dividir com as mães de segundo filho ou mais. Coloque aqui seu comentário! Um feliz parto para todas vocês, mamães, Elaine, Adriana, Juliane, Josy e todas do blog “Mãe de moleque”, que seus bebês nasçam perfeitos e saudáveis!


Beijos
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Mãe de segunda mão


Mãe de segunda mão, será que o segundo filho aceita estas condições?



Esta mãe aqui já tem 9 anos de km rodado rsrsrs.

Parece meio estranho isso rsrs, mas não é verdade?

Essa mãe aqui, já tem seus vícios maternos, já tem suas convicções consagradas, uma estrutura e rotina montada para receber esse novo membro.

Aliás ai esta ele...o Oliver



Mas não estou me sentindo confortável assim...ele é um outro ser humano, terá outras manhas, outro jeito, outras interpretações da mesma ordem...como fazer então?

Estamos no sexto mês de gestação e estou tentando me desconstruir como mãe, deixar de lado minhas certezas e convicções e abrindo meu coração pra receber o Oliver e não mais um filho como temos costume  de dizer...o amor se multiplica...estou tentando uma nova táctica rsrs, um amor pra cada filho.

Não quero dar ao Oliver uma mãe de segunda mão, afinal as roupas já serão de segunda mão (a maioria rsrs), brinquedos, o quarto não será só dele...me pareceu meio injusto tudo isso.

Tenho conversado muito sobre irmandade, amor, amizade com o filho mais velho e ele me surpreende com suas reflexões também muitas vezes.

Disse que sabe que o bebê precisa de mais atenção e vai ter mais atenção, mas se sentir que isso esta demais rsrsrs vai me avisar, pq não vai deixar de ser meu filho e quer carinho também (Afff....alguém me devolve o filho de 9 anos? Deixaram no lugar alguém com muitas certezas...não acham?)

Já pediu pra deixar tudo com ele, até a educação do irmão...epaa peraí filho, ele será apenas seu irmão, deixa que destas coisas eu e o papai cuidamos ok?

Esta bem apegado a mim e ao irmão, fica peguntando se esta tudo bem, acarinha e beija a barriga, conversa, da beijo de bom dia, não me deixa carregar peso...esta sendo até aqui rsrsrs bem cuidadoso. Dizem que ele já esta demonstrando ciúmes...eu vejo ele sentindo do pai, quando o vê fazendo carinho na barriga, conversando e falando sobre o irmão, comigo o papo é...deixa que sei o que estou fazendo rsrs....

Então... estou acompanhando a evolução da gestação deste segundo filho dentro deles também, afinal ele vai nascer pra todos. O papai esta bem mais maduro, menos ansioso com tudo....até demais rsrsrs não arrumamos nada pra chegada dele, o papai disse tem quarto, tem peitos, tem fraldas...ué falta pouco...relaxa mulher, vai dar tudo certo.

No fundo sempre dá, a chegada deles sempre é uma grande festa não é mesmo!

Meu "problema" rsrsrs sou eu mesmo e a mãe que imaginei ser pra ele, pro Ítalo e para os dois.

Odeio injustiças e puxasaquismo, odeio mães que falam em ter mais afinidade com um do que com outro, este é o tipo de mãe que não quero ser....e vou lutar com  as armas que tenho...sabedoria, amor e compaixão.

São seres distintos cada um vai precisar de algo meu e vou dar a cada um algo especial e não a mesma coisa para os dois.

E sim vou ouvir e tentar mudar quando algum me disser...mas o outro tem isso de vc!!!!

Ahhhhh..... neste dia todos os meus sinais de alerta estarão a postos, pra mudar, pra reiventar e não não me importo que seja sempre, farei o que for preciso para que sejam irmãos e principalmente o melhor amigo um do outro, aquele que se pode confiar, contar e estarem sempre juntos...mesmo com suas distintas famílias, meu desejo que sejam um do outro.

Utopia?

Não sei, mas vou tentar. O Ítalo esperou e desejou muito este irmão ele que plantou esta semente nesta família e farei o possível pra isso tudo ser como ele sonhou e imaginou... vamos errar...mas podem ter certeza, vamos consertando, construindo esse relacionamento deles juntos...como sempre fizemos nos três, agora seremos quatro...até que enfim!




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Crianças teimosas e de temperamento forte

Olá mamães,

Desta vez vou abordar um tema muito comum e difícil de lidar:

Crianças teimosas e de temperamento forte


Algumas crianças no segundo e terceiro ano de vida têm variados comportamentos, que muitas vezes preocupam os pais.  A birra é um desses comportamentos que se manifesta através de uma descarga explosiva de tensão, manifestada por uma vermelhidão na face, aumento do ritmo respiratório e cardíaco associado a uma forte agitação corporal. Frequentemente gritam com toda força e podem deitar-se no chão. Algumas experimentam a sensação de morder, dar beliscões, arranhar, atirar objetos para o chão, entre outras ações.

Mas muitas vezes não é só birra e alguns pais se perguntam por que os seus filhos são tão teimosos, e o que eles podem fazer para controlar este comportamento. Pode-se mudar este tipo de conduta? Se considerarmos o que diz a ciência de que as crianças não nascem “cabeça dura”, e sim que esta conduta pode aparecer em algum momento ou fase da infância, na maioria dos casos, chegamos à conclusão de que este comportamento pode ser uma consequência da educação que as crianças recebem em casa, na escola, etc. Todas as crianças passam pela teimosia. Cabe aos pais não permitir que esta teimosia perdure por muito tempo e acabe sendo um hábito ou um costume.

Se você ensinar uma criança teimosa a fazer o que é correto, ela fará o que é correto com toda a determinação de que é capaz. Educar um filho de temperamento forte pode esgotar suas energias se você não tiver esmero e criatividade em sua formação.
Segue algumas dicas que poderão ajudar você a educar seus filhos de temperamento forte sem perder a alegria e a diversão desta nobre tarefa:

1. Nunca brigue para demonstrar quem manda em casa
O truque para educar uma criança temperamental com amor é jamais bater de frente com ela e nem mostrar-se exaltada e nervosa. Você terminara esgotada, e poderá fazer seu filho perder a força de vontade. Sua tarefa não é ensinar seu filho quem manda em casa, e sim ajuda-lo a canalizar seu temperamento na direção do bem, ao mesmo tempo em que reforça certas normas básicas do lar. Os pais devem exercitar a autoridade, mas com paciência, segurança, claridade e firmeza.

2. Escreva as regras da casa e siga-as à risca
Faça uma lista das normas básicas do lar, escrevendo-as de maneira clara. Você pode usar uma norma para cada ano de idade: para um filho de 4 anos, 4 regras serão suficientes, por exemplo. Coloque a lista em um lugar visível da casa (por exemplo, na geladeira) e leia-a com regularidade. Quando um filho quebrar uma regra, releia a norma para ele. Por exemplo, uma norma poderia ser “Seja grato, não invejoso”. Assim, cada vez que começam as reclamações de caprichos, vale a pena repetir: “Seja grato, não invejoso”. A criança é mais feliz quando sabe o que os pais esperam dela. E isso se diz com limites.

3. Nunca castigue com dor - use as consequências naturais e a reflexão pessoal
Com um filho de temperamento forte, sempre existe a tentação de impor disciplina pela força: ficar sem sair do quarto, não jogar, ficar sem sobremesa, dar palmadas, gritar, etc. Isso não funciona a longo prazo. A criança não precisa de castigos corporais, e sim de uma educação harmônica, para um desenvolvimento mental saudável.

Seja criativa, optando por medidas que exijam reflexão ou que permitam que seu filho possa compensar seu comportamento inapropriado. Por exemplo: se seu filho tratou alguém mal, poderia compensar isso fazendo um favor à pessoa prejudicada. Outra opção é fazer o filho escrever uma reflexão sobre a regra da casa que ele quebrou, sua importância etc.; isso o ajudará a refletir sobre seu comportamento.

Diante do “não” de uma criança, os pais devem buscar o diálogo com ela. A educação requer paciência e perseverança, até que se transforme em rotina.

4. Canalize os desejos egoístas
Os caprichos persistentes são fundamentalmente egoístas. A tarefa dos pais é reconduzir esta força de vontade na direção do bem. Ofereça ao seu filho oportunidades de liderança, mesmo que ele tenha pouca idade: ele pode cuidar do irmão mais novo por alguns minutos, por exemplo. Se já tiver idade escolar, você pode envolvê-lo em causas nobres: refúgio de animais, banco de alimentos, cuidado de idosos, etc. Quanto mais idade, maior deve ser o desafio, para que sirva de válvula de escape para o temperamento forte e incentivo para a vivência dos valores.

5. Acalme o temperamento forte do seu filho por meio da ternura
Com um filho de temperamento forte, é comum que o cansaço e a frustração façam esquecer da ternura, do carinho e do amor. Mas, sem o exemplo, os filhos não poderão aprender a ser amáveis e carinhosos por si mesmos. Dedique sempre alguma atividade ou momento do dia para o contato físico, para um abraço, uma conversa carinhosa. Boas oportunidades para isso podem ser: a hora de acordar, a volta do colégio, a hora de dormir.
Seus filhos são o maior e melhor investimento da sua vida. Dedicar seu tempo a amar e educar seus filhos lhe oferecerá abundantes doses de alegria.


Os pais devem saber o porquê da teimosia do filho. Algumas vezes, a teimosa vem por rebeldias ou negação de alguma situação que esteja vivendo a criança: divórcio dos pais, mudança de casa, ansiedade, etc.
Se a teimosia persiste, seria bom que os pais fizessem uma auto avaliação dos seus próprios comportamentos. Muitas vezes, as crianças imitam os defeitos dos pais. Procure uma Psicoterapia familiar para ajuda-los nesta questão, caso persista.

Um grande abraço da Psicóloga Cláudia Silva

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O futuro e a preocupação dos pais com os filhos


Uma das maiores preocupações de hoje, é, sem dúvida, o futuro de nossas crianças e  adolescentes.

Como prepará-los para que saibam e possam desenvolver-se bem em uma sociedade vindoura daqui a 10/20/30 anos. O quê se pode prever? Que mundo eles irão enfrentar? Se nem se quer imaginemos quais problemas e ofícios os mesmos enfrentarão?

No cumprimento de nossa missão, como mãe ou pai, ou professor (a), a nossa maior preocupação é no sentido de podermos educá-los, prevenindo-os e preparando-os, adequadamente, para a vida futura.  Mas qual educação é necessária para ensiná-los a conviver bem no futuro incerto ou vazio de sentido? “Que lhes prega a exaltação descontextualizada do "carpe diem" (“aproveita o dia”), escrita por Horácio nas suas "Odes", “para curta tudo o que puder, no menor tempo possível, pois só há um horizonte: a vida é breve e sem sentido, e nada mais nos resta a não ser o momento", segundo Mário Sérgio Cortella. E que, ainda, nos responsabiliza, como pais e mães, quase que, inconscientemente, por tudo – tanto pelo progresso quanto pela decadência de suas próprias vidas.

Assim, eu lhes pergunto, leitores - pai ou mãe, professor ou professora, que geração estão formando para o futuro? Futuro este que nos faz tantas interrogações e provocações, carregadas de um estigma de muita auto-cobrança e de uma falsa expectativa, aliada a(in) segurança e (in)certezas de quase nada, e de quase tudo, que vai nos irrigando e nos aliciando  a acreditar que tudo, hoje,  seja preciso e possível fazer para ajudar os nossos descendentes. Como se, em algum lugar, alguém tivesse a fórmula mágica do sucesso, da felicidade e da perfeição em todos os sentidos, e pudéssemos lá buscar para transformar a nossa vida e a vida deles. Deixando-nos, de certa forma, (im) potentes, sentindo-se na obrigação de fazer alguma coisa, sob pena de que fique tarde demais, e nos culpem de não termos feito, o quê realmente seria necessário.

Diante disso, caminhamos com um olho no presente e outro no futuro. Crentes na (im) precisa “ideia de que o quê se semeia no presente, no futuro será bem vivido e edificado”. Na realidade, nem sempre é! O futuro é um período além de nossa compreensão. Cheio de muitos contrastes / imprevistos /surpresas - boas e ruins. Principalmente, quando “a vida humana perde valor a cada dia; o mal vem se tornando banal”, como alertou Hanna Arendt (1999). E, segundo Raimundo Lima, Doutor em Educação, Professor do Departamento de Fundamentos da Educação (DFE-UEM), “tudo que era utopia e otimismo na Modernidade se liquefez ou se evaporou”. Por exemplo, os jovens da década de 1970 queriam transformar radicalmente o mundo. Os jovens de hoje “sonham pequeno”, escreve o psicanalista Contardo Calligaris. Francis Bacon (1561-1626) “imaginou um futuro [hoje] cuja tecnologia forneceria uma vida boa e feliz. Mas as pesquisas apontam um aumento significativo de pessoas que sofrem depressão no mundo”.

Deste modo, meio a tantos valores tradicionais, culturas e sonhos que estão diluindo, e desafios e escolhas que ninguém possa antever, muitos pais e mães ficam perguntando: Que mundo e ofícios nossos filhos estarão submetidos? As respostas vêm sempre com outras perguntas. Que mundo nós estamos deixando para eles? Como estamos preparando nossas crianças e jovens para viverem nele?   Esses dias, ouvindo o sermão do padre daqui da minha paróquia, falando sobre a necessidade de ajudarmos nossos irmãos menos favorecidos, de sermos mais solidários, menos ambiciosos, e de livrarmos desta cultura “de cada um para si e Deus para todos”, (não disse bem com essas e estas palavras, mas pude entender desta forma), ele nos confessou: que, embora, as pessoas sejam conscientes da importância de serem, a cada dia, mais humanas, melhores, o que se percebe, infelizmente, é que não há uma expectativa de mudança de comportamento permanente; porque, às vezes, até há boas atitudes de imediato, mas não há uma cultura / uma prática constante, ele finalizou.  Assim, pensei...desse modo, com tantos outros problemas, por exemplos: a questão do desmatamento e da poluição, da corrupção, da violência contra as mulheres e outros, do combate às drogas lícitas e ilícitas e da falta de ética em quase todas as áreas, etc.

É uma dura realidade...que exige não só de nós, mas de legisladores, protetores e representantes da sociedade uma retidão de comportamento permanente, ou seja, uma prática constante e não apenas uma preocupação. E é importante começarmos pela educação e orientação dada às nossas crianças e adolescentes, tendo como norte, além dos valores cristãos, os bons exemplos dos pais e da família, os estímulos oferecidos tanto pela família quanto pela escola, os bons hábitos / as boas maneiras, que, ainda, constituem o alicerce sobre o qual a nossa vida pode (e deve) ser firmada - tanto no lar quanto no trabalho e na sociedade; para que amanhã seus alvos e seus propósitos sejam melhores conduzidos e essa tradição do “não é comigo, não tenho nada a ver com isso” seja quebrada. O que é vivido na infância ficará gravado e poderá influenciar positivamente nas suas vidas e na sociedade.

Seria importante também que os pais, mães e mestres incutissem em seus filhos e alunos o desejo de vencer, de se entregarem aos estudos, ao trabalho, ao bem estar da família e também das outras pessoas próximas ou não. Com força de vontade. Com entusiasmo pela vida. Sem se desalentarem. Sem se entregarem às preocupações excessivas. Sem se deixarem sucumbir pelos obstáculos. Nunca deixando que o desânimo se aposse de suas vidas. Procurando vencer os obstáculos com coragem e destemor. Conscientes de que tudo na vida tem um preço, tem um custo.  Ninguém é bom ou tem sucesso nisso ou naquilo porque tem sorte, jeito ou talento. Tudo exige sacrifício. É resultado de muito esforço, muito estudo, muita preparação, muito trabalho, durante horas e horas ou anos e anos de investimento.

E, segundo Raimundo Lima, “os pais têm papel fundamental nesse processo de elaboração do melhor futuro, primeiro, respeitando e escutando os sonhos de seus filhos. Depois, acompanhando-os no seu trabalho de realização. No fundo, (ele destacou), sonhar é tão importante como realizar”. E, nos adverte de que é preciso parar de comparar crianças ou adolescentes em bons e fracos. Segundo ele, citando Joel Baker em The Power of Vision, “uma pesquisa constatou ser mais importante uma boa perspectiva de futuro do que a própria inteligência ou a pertença a uma família bem estruturada”. Geralmente, podemos observar que quem tem um sonho / um objetivo / um projeto de vida a vencer tem mais força de vontade, não se entrega aos pequenos ou grandes obstáculos, nunca deixa que o desânimo tome conta do seu ser...Luta com coragem pelo que quer. Diferente de quem não sonha / de quem não faz ideia do seu futuro, deixando por conta do destino.

E dentre tantas alternativas importantes da vida, tantos sonhos, estão as profissões. Que, segundo Roberto Macedo, ex-professor da USP, “o correto é estar preparado para enfrentá-las, independentemente de suas características” - “no mundo do trabalho navegamos, como um surfista, com a nossa competência como tal, mais a prancha, diploma ou profissão que escolhemos. Não temos, contudo, controle sobre as ondas de oportunidades que surgirão, nem mesmo se elas virão na praia profissional escolhida. Especular sobre as profissões do futuro é como teorizar sobre as ondas que virão”.

Assim, é a nossa vida também. Teorizar sobre a mesma, no futuro, é igual “dar tiro no escuro”, como as pessoas dizem aqui no interior. Ninguém sabe o quê está por vir. O Futuro só a Deus pertence. Mas a ordem das coisas é seguir...de passos largos ou não...do jeito que cada um pode, mas sem nunca perder a esperança, nunca perder a fé em Deus e nunca desistir do que sonha. Sonhando e trabalhando, nossas crianças e jovens poderão alcançar até o quê lhes parece impossível.

Essas foram as reflexões da professora Nilva
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